Especialista aponta que rentabilidade no leite depende cada vez mais da gestão produtiva e de decisões tomadas ao longo de toda a vida do animal
O primeiro quadrimestre de 2026 tem sido desafiador para a pecuária leiteira no Brasil. Apesar de uma leve recuperação nos preços ao produtor, o setor ainda opera sob pressão, com margens comprimidas e maior vulnerabilidade a falhas produtivas dentro das propriedades.
Segundo o Cepea, o preço médio do leite captado em janeiro apresentou alta de 0,9% em relação a dezembro, mas ainda permanece abaixo do registrado em janeiro de 2025, em termos reais. Em fevereiro, houve nova valorização mensal, de 5,43%, porém o patamar segue inferior ao de fevereiro do ano passado, também em termos reais.
Na prática, esse cenário muda a lógica da atividade. “A rentabilidade da pecuária leiteira é altamente sensível à relação entre o preço recebido e a eficiência produtiva dentro da fazenda. Quando a margem aperta, qualquer ineficiência passa a ter um impacto ainda maior sobre o resultado”, explica Eveline do Carmo, gerente de marketing da linha leite da Ourofino Saúde Animal.
Perdas que antes eram diluídas — como falhas de manejo, estresse, baixa performance reprodutiva ou desenvolvimento inadequado de bezerras — passam a ter peso direto no resultado da atividade. Nesse contexto, produtividade com previsibilidade deixa de ser diferencial e se torna condição para sustentar o negócio.
Eficiência deixa de ser vantagem e vira condição de sobrevivência
Em um ambiente mais competitivo, o que separa produtores mais resilientes daqueles que enfrentam dificuldade não é apenas volume de produção, mas consistência operacional.
“A diferença está na capacidade de transformar manejo em resultado consistente. Não se trata apenas de produzir mais leite, mas de produzir melhor: com menos perdas, mais sanidade e maior previsibilidade”, destaca Eveline.
Fatores como conforto animal, nutrição adequada, controle sanitário e qualidade da recria passam a ser determinantes. Na prática, a rentabilidade é construída nos detalhes, desde a rotina operacional até o aproveitamento máximo do potencial produtivo de cada animal.
Produtividade começa antes da lactação
Outro ponto central para o desempenho da atividade está na visão de longo prazo. A próxima lactação não começa no momento em que a vaca entra em produção, mas muito antes.
“O desempenho futuro é construído desde os primeiros dias de vida. Manejos corretos no recém-nascido, colostragem eficiente, ambiência adequada, controle sanitário, nutrição de qualidade e baixo nível de estresse têm impacto direto sobre crescimento, idade ao primeiro parto e potencial produtivo na vida adulta”, explica.
Estudos científicos também indicam que o manejo da vaca seca influencia o desempenho da bezerra ainda durante a gestação, reforçando que a produtividade leiteira é resultado de uma cadeia contínua de decisões ao longo de toda a vida do animal.
Estresse e sanidade impactam diretamente o resultado econômico
Entre os principais gargalos da produção leiteira estão fatores muitas vezes subestimados, como o estresse e os desafios sanitários. “Esses fatores interferem diretamente no consumo, comportamento, imunidade e adaptação dos animais traduzindo-se em menor eficiência produtiva e maior variabilidade nos resultados”, afirma Eveline.
Momentos como desmame, transporte, mudanças de lote e pós-parto concentram oportunidades de ganho, especialmente quando há redução de desafios desnecessários e maior estabilidade no sistema.
Nesse cenário, o uso de tecnologias aliado ao manejo adequado pode potencializar resultados. Soluções como o FerAppease®, voltado à redução de estresse, e o Boostin®, indicado para aumento da produção de leite em vacas em lactação, atuam como ferramentas complementares dentro de um sistema produtivo estruturado.
“Tecnologia e manejo precisam caminhar juntos. As ferramentas potencializam os resultados, mas a base continua sendo uma fazenda bem manejada”, reforça.
Integração entre gestão, técnica e inovação define o futuro do leite
Para sustentar a rentabilidade no longo prazo, a pecuária leiteira exige uma abordagem cada vez mais integrada, combinando técnica, gestão e uso inteligente de tecnologia.
Hoje, estratégias como recria de qualidade, conforto animal, nutrição equilibrada, sanidade, monitoramento de indicadores e organização da rotina produtiva são determinantes para aumentar eficiência e previsibilidade.
“A produtividade sustentável nasce do equilíbrio entre bem-estar animal, desempenho produtivo e tomada de decisão baseada em eficiência”, conclui Eveline.
Sobre a Ourofino Saúde Animal
Fundada em 1987, a Ourofino Saúde Animal é a maior empresa do setor farmacêutico-veterinário de origem brasileira e referência em inovação, sustentabilidade e bem-estar animal. Com sede em Cravinhos (SP), possui um dos complexos industriais mais modernos da América Latina, incluindo linhas para comprimidos, injetáveis, vacinas e biológicos. Presente em mais de 60 países, mantém operações diretas no México e na Colômbia, combinando ciência, tecnologia e proximidade com o produtor. Investe cerca de 8% da receita líquida em P&D, desenvolvendo soluções eficazes e seguras para animais de produção e de companhia. Reconhecida como a melhor empresa para trabalhar no agronegócio pela Great Place to Work, também adota práticas sustentáveis e segue elevados padrões de governança desde sua abertura de capital no Novo Mercado da B3.
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