Agroallianz busca parceiro para alcançar meta de R$ 1 bilhão

Agronegócio Agroallianz 29/07/2026 07:40 Gustavo Lustosa agfeed.com.br

A Agroallianz, empresa de defensivos agrícolas, quer crescer 25% em 2026 e busca um novo sócio para expandir seus negócios para outras regiões do Brasil.

Na tradicional área de insumos da Coopercitrus Expo 2026, uma cena chama a atenção: um dinossauro dentro de um estande. A fantasia, que pode ser um T-Rex ou um Velociraptor, causa estranheza, pois faz as pessoas pensarem se existia agricultura e defensivos na era dos dinossauros.

"É o predador das plantas daninhas", explicou Thiago Pedroso, diretor-presidente da Agroallianz, empresa que vende insumos agrícolas e tem como sócios a alemã DVA e a Coopercitrus.

  • A Agroallianz quer faturar R$ 1 bilhão em três anos.
  • A empresa aposta em defensivos genéricos com inovações na fórmula.
  • O herbicida Predecessor é um dos principais produtos e é chamado de "predador das plantas daninhas".
  • A empresa busca um novo sócio para crescer em regiões onde a Coopercitrus não atua.
  • O bioestimulante Osmobetan ajuda a reduzir o estresse térmico nas lavouras.

O negócio da empresa é vender defensivos pós-patente, que são como os genéricos, mas com alguma inovação na fórmula. O portfólio também inclui bioestimulantes e produtos para nutrição das plantas.

"O modelo é uma resposta à mudança do mercado brasileiro, com muitos produtos chineses entrando. A estratégia é juntar a força da indústria com o acesso ao mercado", disse o diretor-presidente.

É essa união que deve levar a empresa a faturar R$ 1 bilhão em três anos. Para 2026, a previsão é crescer 25% em relação a 2025.

O dinossauro e o herbicida

O dinossauro não é apenas para chamar a atenção. Ele foi criado para divulgar o herbicida Predecessor, um dos principais produtos da empresa na feira.

O produto é um "predador das plantas daninhas", que é um grande desafio para os produtores, especialmente na soja, por causa do avanço de espécies resistentes.

Em vez de criar novas moléculas, a Agroallianz aposta em ativos já conhecidos, mas combinados em fórmulas próprias. O Predecessor, por exemplo, tem três ingredientes em uma única fórmula, substituindo misturas que o agricultor faria no tanque do pulverizador.

"Ao estabilizar essa combinação no laboratório, a empresa reduz problemas de incompatibilidade e aumenta a eficiência no controle de plantas daninhas resistentes, como buva e capim-pé-de-galinha", explicou o executivo.

Outros produtos e clientes

Além do Predecessor, outros produtos em destaque são o Tricerati, para a soja, e o Osmobetan, um bioestimulante que reduz os efeitos do estresse térmico nas lavouras.

"Esse bioestimulante é usado para mitigar o risco climático de altas temperaturas. E é isso que estamos vendo para outubro a dezembro, com o El Niño se formando", explicou.

Hoje, a carteira de clientes da Agroallianz reflete o perfil dos cooperados da Coopercitrus. A cana-de-açúcar é a maior parte dos negócios, seguida pelos grãos. Café e citros também são importantes.

Além da cooperativa, a empresa atua em polos agrícolas do Nordeste, atendendo culturas como uva, manga e melão.

Busca por um novo sócio

A composição de sócios atual não deve ficar como está. A empresa procura um novo parceiro que ajude a expandir a presença para regiões onde a Coopercitrus não atua, como o Sul do país.

"Não temos pressa, mas faz sentido buscar um parceiro complementar para ampliar o projeto e chegar ao produtor", disse Vicente Gongora, diretor-presidente da divisão global da DVA.

A DVA também usa sua rede global para trazer novas tecnologias. Durante a feira, executivos chineses parceiros da companhia acompanharam reuniões.

"O objetivo é manter um fluxo constante de inovação, com novas fórmulas de moléculas pós-patente e plataformas como biológicos, metabólitos e tecnologias baseadas em RNA", afirmou Gongora.

"Não existe produto para sempre. As plantas daninhas criam resistência, as doenças evoluem e novas tecnologias aparecem. Nosso papel é estar perto dessas inovações para trazê-las ao produtor", concluiu.

Essa combinação de novos produtos, expansão comercial e ampliação da cobertura geográfica sustenta a meta de R$ 1 bilhão em faturamento nos próximos três anos. O crescimento virá de três frentes: aumentar a participação na base de cooperados, incorporar novos parceiros em regiões onde a empresa ainda não atua e ampliar o portfólio de tecnologias.


Chama no Zap

(66) 98408-0740