Pesquisa da Andav mostra que o faturamento dos distribuidores de insumos agrícolas teve alta de apenas 2,4% em 2025, bem menor que os 10,6% de 2024. O setor prevê crescimento moderado para a safra 2026/2027, com compras atrasadas e crédito restrito.
O cenário de crédito restrito e margens apertadas dos produtores rurais fez o setor de insumos agrícolas crescer menos em 2025.
Segundo dados da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), o faturamento das empresas do setor foi de R$ 171 bilhões no ano passado, um aumento de 2,4% em relação aos R$ 167 bilhões de 2024.
- Faturamento de R$ 171 bilhões em 2025, alta de 2,4%.
- Vendas de fertilizantes, sementes e defensivos ficaram estáveis.
- Comercialização de grãos cresceu 19%.
- Máquinas, serviços e outros caíram 15%.
- Soja é a principal cultura, com 43% de participação.
Esse crescimento é bem menor que o de 2024, quando o aumento foi de 10,6%, mesmo com as dificuldades de recuperações judiciais e inadimplência no agro.
Por segmento, as vendas de fertilizantes, sementes e defensivos ficaram estáveis, mas a comercialização de grãos cresceu 19% e a de máquinas e serviços caiu 15%.
Números por tipo de produto
Dos R$ 171 bilhões, R$ 105 bilhões vieram de insumos, um aumento de R$ 1 bilhão em relação a 2024. A venda de grãos gerou R$ 43 bilhões, alta de 19%.
Já máquinas, serviços e outros somaram R$ 23 bilhões, uma queda de cerca de 15%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Distribuição, divulgada no Congresso Andav 2026, realizado pela própria associação e pela Zest Eventos.
A soja segue como a principal cultura atendida, representando 43% da atuação do setor, seguida pelo milho, com 20%. Dentro dos insumos, os defensivos químicos têm 43% de participação, os fertilizantes para o solo 17% e as sementes 16%.
O número de lojas cresceu 3,5% em relação a janeiro de 2025, e 32% dos distribuidores planejam abrir novas unidades nos próximos três anos.
Expectativas para a próxima safra
Alberto Yoshida, diretor do conselho da Andav, disse que a safra 2026/2027 terá desafios e que as compras estão atrasadas, possivelmente por causa do super El Niño.
Ele acredita que o produtor não vai deixar de plantar, mas pode usar menos tecnologia, como fertilizantes, por causa do custo alto e das dificuldades de crédito.
Para a segunda safra, o que preocupa é a janela de plantio, mas a adoção de tecnologia vai variar conforme a região e o produtor.
Yoshida finalizou dizendo que estão animados e otimistas, mas ainda preocupados com fluxo de caixa, crédito e recursos financeiros.

Paulo Tiburcio, presidente executivo da Andav, Luiz Hildebrando, diretor conselheiro da Andav e CEO do Grupo Lavroterra e Thiago Bernardino, coordenador do Cepea encerraram a programação do Congresso em 2026





