A área de so no Brasil terá um crescimento de apenas 0,3% na safra 2026/27, o menor em 20 anos, segundo a Datagro. A produção total é estimada em 185,6 milhões de toneladas, com uma produtividade recorde de 3.763 kg por hectare, e os números foram apresentados em Goiânia.
Na próxima safra, a plantação de soja no Brasil deve aumentar apenas 0,3% em área, o menor percentual em 20 anos. A previsão é da consultoria Datagro, apresentada em Goiânia (GO) nesta quinta-feira, 20 de agosto. A área cultivada deve ser de 49,3 milhões de hectares, quase igual à temporada anterior.
Com uma produtividade média de 3.763 quilos por hectare, a produção brasileira pode chegar a 185,6 milhões de toneladas, um aumento de 1% sobre a safra atual. Se isso ocorrer, será um novo recorde históricol.
Cinco pontos para entender a notícia
- A área de so terá apenas 0,3% de aumento, o menor índice em 20 anos.
- Produção prevista: 185,6 milhões de toneladas, alta de 1%.
- Produtividade média de 3.763 kg/ha, maior da série.
- El Niño tem 80% de chance de impactar o clima do país.
- Mado Gomes, o lucro deve ficar em torno de 20% na soja.
Os altos custos de produção, a escassez de crédito e os riscos climáticos estão deixando os produtores mais cautelosos, segundo o analista da Datagro, Pedro Bohn. Para ele, isso reduz a vontade de expandir o plantio.
A consultoria estima 80% de probabilidade de El Niño entre outubro e dezembro. Isso pode favorecer chuvas no Centro-Sul, incluindo Rio Grande do Sul, e trazer temperaturas elevadas e menos chuva ao Norte e Nordeste. Por isso, a estimativa de produtividade foi mais conservadora nessas áreas.
Flávio França Júnior, líder de grãos da Datagro, destaca que Mato Grosso, principal estado produtor, também deve ter cuidado. No norte do estado, a produtividade pode ser menor que nas lavouras de 2022/23. A região Sul será acompanhada por causa da chuva adicional do El Niño.
Apesar dos gastos maiores, os preços da soja mantêm-se firmes, o que permite margens positivas. No Mato Grosso, a lucratividade bruta esperada é de 20%. Já em Goiás, a produção deve ter um retorno menor que o atual. A negociação antecipada está sendo favorecida pela alta de preços em Chicago e pelo câmbio favorável à exportação.

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