Fundação que liga pesquisa ao mercado amplia atuação para novas áreas

Agronegócio Pesquisa 22/08/2026 14:41 Italo Bertão Filho - AgFeed agfeed.com.br

Fundação que conecta institutos científicos a empresas passa a atuar também em projetos de meio ambiente e clima, depois de arrecadar R$ 130 milhões em 2025.

Depois de crescer 92% na arrecadação com projetos e serviços em 2025, chegando a R$ 130 milhões, a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa Agropecuária (Fundepag) quer expandir ainda mais este ano. A organização é uma ponte entre empresas, institutos de pesquisa e agências de financiamento.

Criada em 1978, a Fundepag inicialmente só apoiava projetos ligados ao agro. Agora, também atua em meio ambiente, meteorologia e tecnologia da informação.

  • A receita da Fundepag subiu 92% em 2025, totalizando cerca de R$ 130 milhões.
  • As áreas ambiental e de agroambiente respondem por 12,6% dos projetos cada, mas o agro ainda lidera com 74,8%.
  • A fundação cuida da parte administrativa e financeira de projetos científicos, facilitando a parceria entre empresas e institutos.
  • Um exemplo é o centro de pesquisas sobre colágeno da JBS, instalado no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e gerenciado pela Fundepag.
  • Também monitora rios atingidos pelos rompimentos de barragens de Mariana e Brumadinho (MG).

De todos os projetos, os institutos de São Paulo são os que mais movimentam dinheiro. O Ital sozinho representa R$ 41,9 milhões. Em seguida vêm o Instituto Biológico (R$ 27,1 milhões) e o Instituto de EconomiaAgrícola (R$ 17,3 milhões).

Para o presidente da Fundepag, Álvaro Duarte, a fundação é um ponto de contato entre o conhecimento gerado pelas universidades e institutos de pesquisa e a necessidade prática das empresas.

O trabalho funciona de várias formas. Em uma delas, a empresa e o centro de pesquisa fazem um contrato usando a Fundepag como a parte que administrar dinheiro, pagar funcionários e cuidar da burocracia. Em outra, a fundação intervém entre um órgão que dá recursos e a pesquisa. Ela pode até ser a responsável por executar a própria tarefa.

O Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, em vigor desde 2016, facilitou muito essas parcerias. Com ele, as instituições e as empresas puderam se aproximar, e as fundações de apoio ganharam mais espaço.

A Fundepag já trabalha com mais de 15 institutos de ciência e tecnologia. Dentre eles estão o Instituto de Pelotização de Alimentos (Ital) e o Instituto Biológico, ambos ligados ao governo de São Paulo.

Além disso, a fundação ajuda na questão de projetos ambientais. Desde 2008, por exemplo, participa do monitoramento de áreas marítimas onde a Petrobras opera. Também acompanha os rios de regiões mineiras atingidas por grandes rompimentos de barragens, e estuda os efeitos de chuva forte na Serra do Mar.

Para diversificar as font de renda, a Fundepag passou a cuidar de recursos vindos de emendas-orçamentárias, servindo de interface entre as pesquisas e o dinheiro do governo.

A meta da fundep agora é alcançar mais universidades. Muitas universidades públicas já possuem suas próprias fundanos de investimento poria, como a Fusp (USP) e a Funcamp (Unicamp). Mas a direção já está fechando com uma universidade que quer usar o suporte completo da instituição.

Duarte está nesse cargo desde 2017 e segue acreditando que sem fundans de apoio as instituições de tecnologia não funcionam bem. Ele acredita que essa forte parceria vai continuar, já que traz benefícios para a ciência e sociedade, permitindo mais testagens, inovações e soluções em várias áreas.>


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