Venda de soja acelera com alta de preços no Brasil

Agronegócio Soja 06/09/2026 15:18 Gabriel Almeida, Safras News canalrural.com.br

A alta dos preços da soja no Brasil e no exterior fez os produtores venderem mais rápido, inclusive da próxima safra.

No final de agosto e começo de setembro, os preços da soja subiram no Brasil, o que incentivou mais vendas do grão. Isso aconteceu porque os contratos futuros da soja em Chicago (CBOT) valorizaram muito, dando mais apoio aos preços no país e estimulando os negócios.

Segundo a Safras & Mercado, até 4 de setembro, 88,7% da safra de soja 2025/26 já tinha sido vendida no Brasil. No levantamento anterior, em 7 de agosto, esse número era de 81,9%.

  • 88,7% da safra de soja 2025/26 já foi vendida até 4 de setembro.
  • As vendas antecipadas da safra 2026/27 chegaram a 29,1%.
  • A produção total de soja no Brasil é estimada em 178,3 milhões de toneladas.
  • Preços em Chicago subiram por causa da demanda chinesa e problemas climáticos nos EUA.
  • O petróleo acima de US$ 90 ajudou a puxar os preços da soja.

O ritmo de vendas está maior do que no ano passado: em 2025, 84,1% da produção já estava vendida até essa época. A média dos últimos cinco anos é de 86,4%.

Com uma produção estimada em 178,341 milhões de toneladas, os produtores já venderam cerca de 158,163 milhões de toneladas de soja.

Comercialização antecipada ganha força

As vendas antecipadas da próxima safra também cresceram muito. Para a safra 2026/27, com produção prevista de 180,089 milhões de toneladas, 29,1% já foi vendido, o que corresponde a 52,420 milhões de toneladas.

Isso é bem maior do que no ano passado, quando as vendas antecipadas estavam em 20,2%. A média dos últimos cinco anos é de 22,7%.

No levantamento de 7 de agosto, as vendas antecipadas também estavam em 20,2%, mostrando que os produtores aceleraram as negociações nas últimas semanas.

Chicago dá suporte aos preços

A alta dos preços em Chicago foi causada por vários fatores. O principal foi a forte demanda pela soja dos Estados Unidos, principalmente da China, que é um grande comprador mundial.

Além disso, problemas nas lavouras dos EUA também ajudaram a sustentar os preços. Com consumo forte e incerteza sobre a oferta, os preços internacionais subiram.

Outros mercados de produtos agrícolas também ajudaram. A guerra entre Rússia e Ucrânia aumentou a preocupação com a oferta de trigo e milho do Mar Negro, e a alta desses cereais puxou a soja junto.

O petróleo também influenciou. Com o barril acima de US$ 90, a energia ficou mais cara, o que ajuda os preços das commodities agrícolas, incluindo a soja. Isso deixou os produtores brasileiros mais dispostos a vender.


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