Queda da moeda americana e safra recorde do grão fizeram o valor do milho cair 1,92% no mês. Produtores aceitam negociar prazos e preços, enquanto compradores aguardam baixa ainda maior.
O preço do milho no mercado brasileiro segue em queda, com uma redução mensal de 1,92% registrada pelo Cepea. O centro de estudos aponta que a principal causa dessa desvalorização é a relação entre o dólar e o real. Como a moeda americana perdeu valor frente à nossa, vender milho para fora do país deixou de ser tão vantajoso, o que pressiona os preços internos para baixo.
Além do câmbio, a produção brasileira atingiu marcas recorde na safra 2025/26. Com muita oferta de grãos disponível e exportações menores do que no ano passado, o mercado se sobrecarrega. Essa combinação faz com que os vendedores precisem baixar os preços para conseguir liquidar seus estoques.
- A queda do dólar torna o milho importado mais barato, competindo com o produto nacional.
- A safra 2025/26 bateu recorde de produção, aumentando a oferta disponível.
- Exportações caíram em comparação com a temporada anterior.
- Compradores estão esperando preços ainda menores antes de fechar negócios.
- Produtores estão flexibilizando regras de pagamento e entrega para vender mais rápido.
Impacto do câmbio e oferta
O Cepea explica que, com o real fortalecido, os preços do milho internacional tornam-se mais atrativos. Isso significa que é mais barato para as indústrias brasileiras comprarem o grão de fora do que do produtor nacional. Essa dinâmica de mercado, somada ao excesso de produção no campo, acelera a queda dos valores praticados localmente.
Os especialistas observam que, como as vendas para o exterior estão mais fracas e os plantios de soja e milho da safra de verão estão avançando bem, os compradores estão mais cautelosos. Eles esperam que os preços caiam ainda mais no curto prazo, o que faz com que retardem as aquisições.
Estratégia dos agentes do mercado
De acordo com o centro de pesquisas, alguns agentes já iniciaram compras para garantir estoques para os próximos meses, buscando segurança diante da volatilidade. No entanto, a maioria ainda aguarda. Do outro lado da mesa, os produtores, apesar de estarem focados em atividades de campo, estão cientes da pressão do mercado.
Para conseguir vender, os agricultores têm se mostrado mais abertos a negociar. Isso inclui aceitar valores mais baixos, alargar os prazos de pagamento ou flexibilitar as datas de entrega do grão. Essa mudança de postura é uma tentativa de liquidar a produção em meio a um cenário de preços desfavoráveis.

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