Chuvas de setembro encheram os reservatórios de água de São Paulo

Brasil Reservatorios 14/09/2026 19:51 Redação - Estadão (por Agência Estado,via HiperNotícias) hnt.com.br

As fortes chuvas dos últimos dias melhoraram os reservatórios que abastecem São Paulo. Veja o que dizem a Sabesp e outros órgãos sobre a situação da água em SP e a previsão para o restante do período.

As chuvas intensas, que causaram transtornos para a população nos últimos dias, ajudaram a elevar o nível dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. Nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, o Sistema Cantareira opera com 38,2% de sua capacidade, valor 3% acima do nível registrado no dia 14 de agosto. Esse sistema abastece cerca de 9 milhões de pessoas.

Apesar das chuvas, cuidado com o desperdício

Apesar das chuvas intensas, que trouxeram transtornos para a população nos últimos dias, ajudaram a elevar os reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. Nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, o Sistema Cantareira opera com 38,2% de sua capacidade, valor 3% acima do nível registrado no dia 14 de agosto. Esse sistema abastece cerca de 9 milhões de pessoas.

Apesar da melhora na disponibilidade de água, a Agência Reguladora de Serviços Públicos interestaduais da Região Metropolitana de São Paulo e Vale do Paraíba e Litoral Norte (Arsesp) reforça a importância do consumo consciente. Atitudes simples, como fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça, reduzir o tempo do banho, reaproveitar a água da máquina de lavar roupas e corrigir vazamentos ajudam a recuperar os mananciais e a garantir água para todos.

Acompanhamento técnico e El Niño

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informa que as projeções operacionais para 2026 indicam segurança no abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, mesmo diante de diferentes cenários climáticos.

"A companhia monitora continuamente os níveis dos reservatórios, as vazões e as condições climáticas e ajusta a operação dos sistemas de acordo com as regras técnicas e regulatórias. Esse acompanhamento é ainda mais importante diante da previsão de intensificação do El Niño, que pode trazer maior complexidade ao cenário climático". Segundo a nota, afirmam representantes da empresa.

Chuvas bem acima do normal

Em um mês, a área do conjunto de represas que compõem o Sistema Cantareira recebeu 231,4 milímetros de chuva, mais de três vezes a média histórica. A expectativa é que, com o El Niño mais ativo, como preveem os especialistas, as chuvas fiquem intensas até o início de 2027.

  • O Sistema Cantareira é formado pelos reservatórios interligados Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com volume útil total de 981,5 bilhões de litros quando está cheio.
  • Embora os reservatórios estejam em território paulista, parte da água vem de rios com nascentes e trechos em Minas Gerais.
  • Desde o dia 2 de agosto de 2026, por deliberação da Arsesp, a Sabesp opera uma redução na pressão da água distribuída à população, das 22 horas às 6 horas da manhã, durante 8 horas.

Histórico de setembro e comparação

A cidade de São Paulo registrou, nos primeiros 14 dias do mês, seu setembro mais chuvoso desde o início da série histórica, que começou em 1943. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado de chuva no Mirante de Santana, na zona norte da capital, chegou a 253,8 milímetros até às 9 horas desta segunda-feira.

Esse volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros. O dado é parcial, pois considera apenas o período entre 1º de setembro e as 9 horas de hoje.

Com o novo acumulado, 2026 ultrapassou o recorde anterior para setembro, registrado em 1983, quando o Mirante de Santana contabilizou 243,1 milímetros.Na sequência aparecem os anos de 1993, com 206,7 mm; 2015, com 201,7 mm; e 1957, com 197,2 mm.

Rápidinhas sobre a situação da água em São Paulo

  • As chuvas de setembro chegaram com mais de três vezes a média histórica em áreas abastecidas pelo Sistema Cantareira.
  • O El Niño tende a manter o clima chuvoso e complexo até o início de 2027.
  • Em São Paulo, os primeiros 14 dias de setembro já registraram o acumulado mais alto desde 1943.
  • Apesar da melhora, a Arsesp pede que a população reduza o consumo e evite o desperdício.
  • A redução da pressão noturna da água já economizou cerca de 193 bilhões de litros neste ano.

Situação de outros reservatórios

As chuvas recentes também melhoraram o nível de outros reservatórios que abastecem a região metropolitana. Com isso, o volume útil do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que integra todo o conjunto de represas, subiu de 46% para 52,1% (nível atual) em um mês.

Na mesma época, a Represa Guarapiranga subiu de 72,5% para 89,5% do volume útil, depois de registrar 269,5 milímetros de chuva. Em outros reservatórios choveu ainda mais: foram 300,8 mm no sistema Rio Claro, que passou de 49,2% para 52% do volume útil; e 309,6 mm no São Lourenço, a pluviosidade mais alta de todos os sistemas, subindo de 77,5% para 93,6%.

A situação atual é bem diferente da de 14 de setembro de 2025, quando o SIM operava com 33,8% do volume útil, durante um período de seca. Há um ano, o Sistema Cantareira estava em 31,3% do volume e recebeu apenas 0,1 milímetro de chuva durante o mês. Naquela época, o Rio Claro tinha somente 21,1% da água disponível e os reservatórios operavam em baixa por causa da falta de chuvas.

Medidas de segurança hídrica

Em junho deste ano, quando o Cantareira operava com 39,9% (um pouco acima do nível atual), a Sabesp foi autorizada, em caráter excepcional, a captar mais água da bacia do Rio Paraíba do Sul para reforçar o sistema paulista. A autorização tem validade até 31 de dezembro de 2026.

A segurança hídrica do sistema vem sendo reforçada com obras estruturantes e medidas operacionais. Entre elas está a conclusão da obra de transferência de água do Sistema Itapanhaú, que acrescenta até 2.500 litros por segundo de água nova no Sistema Alto Tietê.

A redução da pressão noturna, que já foi usada em períodos de seca em anos anteriores, proporcionou uma economia de aproximadamente 193 bilhões de litros de água. Esse volume seria suficiente para abastecer 33 milhões de pessoas por 30 dias, mais de duas vezes a população da capital paulista.

A companhia mantém ações permanentes de combate a perdas, manutenção preventiva e modernização das redes, considerando que parte da infraestrutura de saneamento do Estado de São Paulo foi instalada há mais de 40 anos. Em 2025, a Sabesp investiu R$ 1,6 bilhão nessa área, aumentando a confiabilidade e a eficiência dos sistemas.

O Estudo Perdas de Água 2026, do Instituto Trata Brasil, apontou São Paulo como a capital com o menor índice de perdas de água entre as cinco cidades mais populosas do país, com 24,4%.Esse percentual é inferior à meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para 2033.

Entre as obras estruturantes, há a transposição Billings-Taiaçupeba, que ampliará a disponibilidade hídrica do Sistema Alto Tietê ao transferir até 4 mil litros por segundo do Rio Pequeno para a represa de Taiaçupeba.

Ao todo, a Sabesp prevê investir quase R$ 8 bilhões em ações de segurança e resiliência hídrica até 2030.

Em um mês, a área do conjunto de represas que compõem o Sistema Cantareira recebeu 231,4 milímetros de chuva, mais de três vezes a média histórica. A expectativa é que, com o El Niño mais ativo, como preveem os especialistas, as chuvas fiquem intensas até o início de 2027.

  • O Sistema Cantareira é formado pelos reservatórios interligados Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com volume útil total de 981,5 bilhões de litros quando está cheio.
  • Embora os reservatórios estejam em território paulista, parte da água vem de rios com nascentes e trechos em Minas Gerais.
  • Desde o dia 2 de agosto de 2026, por deliberação da Arsesp, a Sabesp opera uma redução na pressão da água distribuída à população, das 22 horas às 6 horas da manhã, durante 8 horas.

Como economizar água

Apesar da melhora na disponibilidade de água, a Arsesp reforça a importância do consumo consciente. Atitudes simples, como fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça, reduzir o tempo do banho, reaproveitar a água da máquina de lavar roupas e corrigir vazamentos ajudam a recuperar os mananciais e a garantir água para todos.

Durante períodos de seca, a Sabesp também recomenda medidas simples para evitar desperdícios:

  • Faça banhos mais curtos.
  • Mantenha a torneira fechada enquanto escova os dentes ou faz a barba.
  • Para limpar áreas externas, prefira vassoura e balde e, sempre que possível, use água reaproveitada.
  • Antes de lavar a louça, retire o excesso de comida com a esponja e mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa.
  • Use máquinas de lavar roupas e louça somente quando estiverem próximas da capacidade máxima.

Faixa de operação e monitoramento

Conforme a Arsesp, o painel de acompanhamento da situação hídrica permite monitorar em tempo real o sistema de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo e definir as faixas de operação a partir do nível das águas. São sete faixas, que representam as etapas graduais de operação e implicam na adoção de medidas para controlar a oferta de água disponível para o abastecimento, como a redução da pressão noturna, que deve reduzir desperdícios.

O comitê deliberativo se reúne mensalmente para analisar os níveis e definir eventual mudança na taxa de operação, que sempre vale para o mês seguinte.


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