Passageiros do Metrô-DF seguem enfrentando atrasos e viagens mais lentas nesta quinta-feira (30/7), dois dias após um trem descarrilar na Asa Sul. A velocidade dos trens está reduzida entre as estações 110 Sul e 112 Sul por segurança, enquanto equipes fazem manutenção no local. O acidente aconteceu na terça-feira (28/7) e a investigação sobre as causas já foi aberta.
Os passageiros do Metrô-DF continuam enfrentando transtornos nesta quinta-feira (30/7), dois dias após o descarrilamento de um trem na Asa Sul. A circulação segue com velocidade reduzida entre as estações 110 Sul e 112 Sul, medida adotada por segurança enquanto equipes de manutenção trabalham no trecho onde ocorreu o acidente.
- O descarrilamento aconteceu na terça-feira (28/7), quando o trem 32 saiu dos trilhos em um aparelho de mudança de via.
- A circulação entre a Estação Central e a 114 Sul ficou totalmente parada por uma manhã inteira.
- Os trens de Ceilândia e Samambaia paravam na Estação Asa Sul, obrigando passageiros a buscar outros meios de transporte.
- O serviço voltou a funcionar às 13h50 do mesmo dia, mas com velocidade reduzida.
- Um conselho de segurança foi criado para investigar as causas do acidente em até 30 dias.
A restrição operacional afeta a fluidez das viagens e aumenta o tempo de deslocamento dos usuários que utilizam diariamente o sistema. Embora a circulação tenha sido restabelecida ainda na terça-feira (28/7), a velocidade dos trens permanece limitada na região para permitir inspeções e intervenções na via permanente.
O incidente ocorreu na madrugada de terça-feira, durante o posicionamento do trem 32 para o início da operação comercial. Segundo o Metrô-DF, o primeiro rodeiro do carro líder saiu dos trilhos ao passar por um aparelho de mudança de via (AMV), provocando a interrupção total da circulação entre a Estação Central e a 114 Sul durante toda a manhã.
Com a interrupção, os trens que partiam de Ceilândia e Samambaia passaram a encerrar o percurso na Estação Asa Sul, obrigando milhares de passageiros a buscar alternativas para concluir o trajeto. A operação só foi totalmente liberada às 13h50 daquele dia.
Mesmo após a retomada do serviço, a companhia optou por manter a circulação em velocidade reduzida no trecho afetado, alegando a necessidade de monitoramento contínuo e manutenção preventiva da infraestrutura.
Questionado sobre quando a operação voltará ao normal, o Metrô-DF informou apenas que a normalização ocorrerá "o mais breve possível", sem estabelecer uma previsão para o fim das restrições.
Paralelamente, o Conselho Permanente de Segurança (Copese) instaurou um procedimento para apurar as causas do descarrilamento. O colegiado terá até 30 dias para concluir o relatório técnico que apontará os fatores que contribuíram para o acidente e eventuais medidas corretivas.
Debate sobre a manutenção
O episódio reacendeu questionamentos sobre as condições de conservação do sistema metroviário do Distrito Federal. Na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), parlamentares já haviam manifestado preocupação com a situação da companhia, citando denúncias de suposta "canibalização" de trens, prática em que peças de uma composição são retiradas para manter outras em funcionamento.
As críticas apontam que a falta de investimentos em manutenção e reposição de componentes poderia comprometer a confiabilidade da operação e a segurança do sistema. Até o momento, entretanto, não há indicação de que essas denúncias tenham relação direta com o descarrilamento registrado nesta semana.
Enquanto a investigação segue em andamento, os usuários continuam enfrentando viagens mais lentas e sem uma previsão oficial para o restabelecimento integral da operação.

Foto: Tony Winston/Agência Brasil





