Um novo filme sobre a vida de Jair Bolsonaro mostra uma cena onde ele conversa com um enfermeiro que é gay. A cena acontece depois que ele levou uma facada em 2018. O enfermeiro, chamado Gaspar, é negro e extravagante. Ele ajuda Bolsonaro no hospital e os dois têm uma conversa sobre voto. Isso chama atenção porque Bolsonaro já foi acusado de ser contra pessoas LGBTQIA+.
Um trecho do roteiro do filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, trouxe um elemento que chamou atenção: uma cena em que o ex-presidente interage com um enfermeiro gay durante sua recuperação após o atentado a faca sofrido em 2018.
O personagem, chamado Gaspar, é descrito no roteiro como um enfermeiro negro e extravagante, responsável por ajudar Bolsonaro após encontrá-lo caído no chão do quarto de UTI. Ao entrar no ambiente e perceber a situação, ele reage com espanto: “Meu Deus! O que você está fazendo Você ficou louco”.
- A cena mostra Bolsonaro tentando se levantar sozinho no hospital.
- O enfermeiro Gaspar é um personagem novo e inesperado na história.
- Bolsonaro pergunta se pode contar com o voto de Gaspar.
- Gaspar responde que acha que não vai votar nele.
- O filme é polêmico por mostrar Bolsonaro como um herói.
O diálogo na UTI
Enquanto auxilia a equipe a colocar Bolsonaro novamente na cama, o enfermeiro repreende o paciente pela tentativa de se levantar sozinho e afirma: “Você é o pior paciente que eu já vi”. Em seguida, ao notar que Bolsonaro o observa de maneira insistente, Gaspar diz: “Sim, caso esteja se perguntando, eu sou gay”.
O roteiro indica que o ex-presidente reage com uma expressão que sugeriria surpresa. Antes de deixar o quarto, Bolsonaro ainda o chama e pergunta: “Gaspar, eu tenho o seu voto”. A resposta vem de forma direta: “Acho que não”.
As acusações contra Bolsonaro
Bolsonaro foi alvo de acusações de homofobia ao longo de sua carreira. A inclusão de um personagem gay em uma cena de destaque chama atenção especialmente porque Dark Horse tem sido descrito como uma obra de tom favorável ao ex-presidente.
O filme retrata Bolsonaro de forma heroica e quase messiânica, apresentando-o como uma espécie de salvador político. O projeto acabou envolvido em uma crise após a revelação de envolvimento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A controvérsia atingiu em cheio o senador Flávio Bolsonaro, que admitiu ter buscado dinheiro com o empresário para a produção do filme sobre o pai. Além disso, o set de gravações já foi alvo de denúncias envolvendo condições de trabalho e tratamento a figurantes.






