Maior ladrão de livros raros agora também rouba quadros

Curtinhas Roubo 25/05/2026 15:29 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Láéssio Rodrigues de Oliveira, de 53 anos, é conhecido como o maior ladrão de livros raros do Brasil. Agora, a polícia investiga ele por roubar quadros de arte. Treze obras foram levadas da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, e valem R$ 1,3 milhão. Algumas peças, como gravuras de artistas famosos, ainda não foram achadas. Ele dava instruções para esconder os itens e evitar que a polícia os encontrasse. Em um áudio grampeado, ele mesmo diz que mudou de área: antes só livros, agora também quadros.

Láéssio Rodrigues de Oliveira, de 53 anos, é apontado pela polícia como o maior ladrão de livros raros do Brasil. No entanto, agora também está sendo investigado por estar envolvido no roubo de obras de arte.

Investigações policiais indicam que, apesar de se manter no tema, o homem teria sido o mentor do roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, em dezembro do ano passado, que estão avaliadas em 1,3 milhões de reais.

  • Láéssio é um ladrão experiente e já foi preso mais de 11 vezes por roubar livros raros.
  • Ele agora está sendo investigado por roubar quadros de artistas famosos como Henri Matisse e Candido Portinari.
  • Os quadros sumiram da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, em dezembro do ano passado.
  • Em um áudio, ele mesmo diz que "mudou de carreira" e está "se metendo com negócio de quadro".
  • A polícia acha que ele dava instruções para os outros ladrões esconderem as obras e não serem pegos.

Embora outras obras de arte tenham sido apreendidas durante as buscas da última quarta-feira, as gravuras de Henri Matisse e Candido Portinari, considerados um dos mais importantes pintores brasileiros, ainda não foram localizadas.

Como ele agia

A polícia, segundo O Globo, conta que Láéssio orientava os outros criminosos sobre as várias formas de ocultar as obras roubadas, bem como evitar o rastreamento das peças. Conversas encontradas no celular de um dos suspeitos mostram que ele pesquisava os valores dos quadros e negociava encontros para organizar o esquema.

Em um áudio obtido pelas autoridades, o próprio ladrão assume ter mudado de carreira: "A minha especialidade mesmo é livros. Meu negócio é livro. Livros muito valiosos, muito raros. Eu espalho isso pelo mundo todo. Eu estou me metendo com negócio de quadro aí agora".

Quem mais foi preso

Além de Láéssio, foram também detidos Carlos Leandro Ferreira da Silva, o companheiro, e uma estudante de direito identificada como Regiane Rodrigues da Silva, que seria a intermediária entre o mentor e os executores do crime. Felipe dos Santos Fernandes Quadra e Gabriel Pereira Rodrigues de Mello foram identificados como os assaltantes armados. O primeiro foi preso no dia seguinte ao crime, o segundo segue foragido.

Os roubos de livros

Antes dos roubos de obras de artes, Láéssio era conhecido das autoridades por furtar obras centenárias de bibliotecas, institutos históricos e acervos públicos em diferentes estados brasileiros.

Em 1998, foi apontado como responsável pelo furto de um conjunto de revistas raras na Fundação Biblioteca Nacional. Nos anos seguintes, realizou roubos nas bibliotecas da Universidade de São Paulo, do Museu Nacional e do Palácio do Itamary.

Num documentário chegou a contar que a sua estreia aconteceu quando roubou uma revista antiga com Carmen Miranda na capa.

Já foi preso várias vezes

O homem já foi preso pelo menos 11 vezes e tem sido acompanhado pela Polícia Federal desde que deixou a prisão em 2020. Tinha sido detido em 20 de abril deste ano depois de ter sido pego tentando corromper um segurança do Instituto Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, para realizar outro furto.

Segundo o relatório da investigação, Láéssio não participou da execução deste crime para evitar ser reconhecido, já que é uma figura conhecida no meio cultural.


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