Inflação sobe e preocupa: entenda o que mudou para 2026

Economia Inflação 20/07/2026 14:51 Redação Digital, Canal Rural canalrural.com.br

A previsão de inflação para os próximos 12 meses subiu para 4,18%, segundo o Boletim Focus. Esse aumento é acompanhado de perto pelo mercado porque, desde que o governo mudou a forma de medir a meta de inflação, esse indicador se tornou ainda mais importante para saber se o Banco Central está cumprindo seu objetivo de controlar os preços.

A mediana do relatório Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses subiu de 4,16% para 4,18%, na segunda alta semanal seguida. Há um mês, a estimativa estava em 4,14%. Considerando apenas as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o indicador também avançou, de 4,17% para 4,18%.

  • A inflação suavizada em 12 meses é a média das previsões do mercado para os próximos 12 meses, e ela subiu pelo segundo mês seguido.
  • Essa medição ganhou importância depois que o governo mudou a regra da meta de inflação para um modelo contínuo, que avalia o acumulado de 12 meses.
  • Se a inflação ficar acima ou abaixo do limite permitido por seis meses seguidos, o Banco Central é considerado como tendo descumprido a meta.
  • A meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, ou seja, o limite máximo é de 4,5%.
  • Pela primeira vez, a meta foi descumprida em julho de 2025, quando o IPCA (índice oficial de inflação) fechou junho em 5,35% em 12 meses, acima do teto de 4,50% pelo sexto mês seguido.

A inflação suavizada em 12 meses passou a receber mais atenção do mercado depois que a regulamentação da meta de inflação contínua foi aprovada. Nesse modelo, o cumprimento do alvo é verificado pela inflação acumulada em 12 meses. Quando a taxa fica acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu a meta.

O novo alvo foi descumprido pela primeira vez em julho de 2025. Na ocasião, o IBGE informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses, acima do teto de 4,50% pelo sexto mês seguido.

No mesmo dia, o Banco Central divulgou uma carta ao ministro da Fazenda informando que esperava a inflação acumulada em 12 meses abaixo do teto da meta no fim do primeiro trimestre de 2026. O IPCA está abaixo de 4,50% desde novembro, mas a expectativa do mercado é de que o índice volte a superar a meta em maio.

A meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Alterações podem ser propostas pelo ministro da Fazenda ao Conselho Monetário Nacional (CMN), com efeito após 36 meses.

A inflação suavizada é calculada a partir das projeções das instituições para a inflação total nos 12 meses seguintes. A cada divulgação do IPCA, a projeção do mês mais antigo é substituída pelo dado efetivo, e o Banco Central distribui gradualmente a diferença entre o valor estimado e o realizado até a divulgação seguinte.

No Focus, a mediana para a inflação de preços administrados em 2026 ficou em 5% pela quinta semana seguida. Para 2027, a projeção permaneceu em 3,85%. No comunicado da reunião de julho do Copom, o Banco Central projetou 4,7% para 2026 e 3,9% para 2027.

Com a nova alta da mediana para 4,18%, a inflação suavizada em 12 meses segue no centro do acompanhamento do mercado dentro do regime de meta contínua, ao lado das projeções para o IPCA e para os preços administrados.


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