Conta de luz continua mais cara em agosto: entenda a bandeira amarela

Economia Energia 01/08/2026 07:52 Redação Digital do Canal Rural canalrural.com.br

A agência que regula a energia elétrica no Brasil, a Aneel, decidiu manter a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto. Isso significa que os consumidores vão continuar pagando um valor extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia que usarem. Esse valor extra é o mesmo que está sendo cobrado desde maio de 2026.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária amarela vai continuar valendo para o mês de agosto. Com isso, todo mundo que usa energia elétrica vai pagar uma taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Esse valor é o mesmo que está em vigor desde maio de 2026.

  • A bandeira amarela significa que a conta de luz fica mais cara, com um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
  • Essa taxa extra está sendo cobrada desde maio de 2026 e vai continuar em agosto.
  • No começo do ano, de janeiro a abril, a bandeira estava verde, ou seja, a conta de luz não tinha acréscimo.
  • O principal motivo para a bandeira mais cara é a falta de chuvas, que diminui a capacidade de gerar energia nas hidrelétricas.
  • O fenômeno El Niño, que deve trazer mais calor e menos chuva no Norte e Nordeste, pode fazer com que a conta de luz continue cara pelo resto do ano.

A decisão da Aneel já era esperada por quem acompanha o setor. No fim de maio, algumas previsões da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) chegavam a indicar que a bandeira poderia ficar vermelha no patamar 1, que teria uma cobrança extra de R$ 4,463 a cada 100 kWh, mais que o dobro do valor atual.

Naquela época, a situação da geração de energia tinha piorado por causa da redução das chuvas em todo o Brasil. Para se ter uma ideia, entre janeiro e abril deste ano, a bandeira estava verde, o que significa que não havia nenhum custo adicional na conta de luz, pois as condições para gerar energia eram boas.

O que esperar para o resto do ano

O cenário para o restante de 2026 leva em conta os efeitos do El Niño no segundo semestre. Esse fenômeno costuma aumentar as temperaturas e diminuir as chuvas nas regiões Norte e Nordeste do país. Essa combinação de fatores faz com que os especialistas acreditem que as bandeiras tarifárias vão continuar mais caras ao longo do ano.

Além do risco de falta de água nos reservatórios das hidrelétricas, que é um dos principais motivos para acionar bandeiras mais altas, o preço da energia no mercado de curto prazo (chamado de PLD) também influencia. O PLD é o valor que se paga pela energia que será produzida em um determinado período. Quando esse preço sobe, a conta de luz também pode ficar mais cara.

Segundo Fred Menezes, diretor de Comercialização da Armor Energia, a região Sul do Brasil tem ajudado a equilibrar o mercado. Ele explica que, quando o Sul tem boas condições de chuvas e os rios estão com bastante água, isso ajuda a evitar que os preços da energia subam ainda mais. Mesmo assim, a região sozinha não consegue fazer com que o PLD fique abaixo de R$ 100 por megawatt-hora.

Com a decisão da Aneel, agosto será o quarto mês seguido com bandeira tarifária amarela, sempre com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.


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