O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a taxa de juros atual é um problema para a economia do Brasil, aumentando o endividamento. Ele disse que o governo vai agir para reduzir os juros no próximo mandato.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (6) que o atual nível de juros é um problema para a economia brasileira. Em entrevista à GloboNews, ele disse que os juros elevados afetam tanto o endividamento público quanto o privado, e que o governo está comprometido em agir na área fiscal para resolver essa questão no próximo mandato.
- Os juros altos aumentam o custo do crédito para empresas e famílias, dificultando investimentos e consumo.
- O governo acredita que a política fiscal é a principal ferramenta para lidar com o problema.
- O Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, o quarto corte seguido.
- Mesmo com a queda, os juros ainda são considerados altos.
- A incerteza eleitoral pode estar influenciando as expectativas de juros futuros.
Na declaração, Durigan afirmou que o juro machuca muito a economia brasileira como um todo, não só o governo. Segundo ele, a estratégia do governo está concentrada no campo fiscal, que ele descreveu como a frente mais próxima para enfrentar o tema.
A fala ocorre um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14,00% ao ano. Este foi o quarto corte consecutivo. Antes do ciclo de calibração, os juros estavam em 15%.
Impacto nos juros futuros
Quando questionado sobre a formação da taxa de juros futura, Durigan disse que não atribui o cenário atual a uma má vontade do mercado financeiro. Segundo o ministro, o comportamento dos juros de longo prazo reflete o alto grau de incerteza e a ansiedade ligada ao momento eleitoral.
Na entrevista, ele citou que essa precificação envolve títulos de longo prazo, com vencimentos de três, cinco e dez anos, e afirmou que é justamente essa projeção de futuro que está em jogo no momento.
As declarações de Durigan foram dadas após a nova redução da Selic pelo Copom e reforçaram a avaliação do ministro de que o nível dos juros segue como um ponto central da economia brasileira.

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