Preço do petróleo sobe após violência no Oriente Médio

Economia Petróleo 08/09/2026 07:56 Redação Digital - Canal Rural canalrural.com.br

O barril de petróleo Brent fechou a US$ 97 após ataques envolvendo EUA e Irã, com relatos de que instalações da petrolífera saudita foram atingidas. A tensão geopolítica afeta rotas marítimas e aumenta a preocupação do mercado.

O mercado de petróleo teve uma alta nesta segunda-feira (7) por causa de ataques e contra-ataques entre os Estados Unidos e o Irã no final de semana. Também ajudou a empurrar os preços para cima a notícia de que instalações da empresa petrolífera saudita Saudi Aramco teriam sido atingidas em Jizan, no sul da Arábia Saudita. Em Londres, o tipo Brent fechou com alta de 0,75%, valendo US$ 97,00 o barril. Vale lembrar que o movimento foi menor porque havia menos gente comprando e vendendo, já que os EUA estavam de feriado.

No mercado inglês, o Brent subiu US$ 0,72 no fechamento. Já o tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, avançava 1,3%, a US$ 92,68 o barril, por volta das 14h30. Mais cedo, o preço do Brent chegou a US$ 98,06, o maior valor desde 3 de junho. Além do caso da Aramco, a tensão entre americanos e iranianos foi decisiva. Teerã disse que atingiu um navio militar dos EUA num dos ataques, mas as Forças Armadas americanas negaram essa versão.

  • O barril Brent fechou a US$ 97,00, próximo da marca psicológica de US$ 100.
  • Relatos apontam ataques contra instalações da petrolífera Saudi Aramco na Arábia Saudita.
  • Irã e EUA trocaram ataques, com Teerã afirmando ter mirado um navio militar americano.
  • O tráfego de navios no Estreito de Ormuz caiu 28% na últimas semana, gerando preocupação com o transporte de petróleo.
  • O mercado monitora também o Canal do Panamá, que pode limitar a passagem de navios por falta d'água.

Com essa alta, o mercado agora está de olho se o Brent vai passar a marca de US$ 100 por barril. Analistas da corretora Kotak Securities explicaram que, se a passagem de petróleo for interrompida por um bom tempo, os preços podem ir acima do centavo. Segundo eles, a queda nos estoques e o preço mais caro dos combustíveis refinados também ajudam a manter as cotações altas.

O Estreito de Ormuz, passagem de grande importância para o transporte de petróleo do Golfo Pérsico, ficou no centro das atenções. A Guarda Revolucionária do Irã alertou sobre o risco de ataque perto de Khasab, em Omã, e recomendou que os navios usem um corredor específico indicado por Teerã. Também se espalhou a notícia de que o Irã quer criar uma área proibida na região e multar navios que entrarem lá sem permissão.

Dados que monitoram os mares mostraram que o trânsito no Estreito de Ormuz caiu 28% na última semana. A quantidade de navios desceu de 45 para 33. Mas em outro ponto importante, Bab el-Mandeb, o tráfego aumentou. Além disso, o Canal do Panamá pode limitar a passagem para 27 navios por dia, porque a água na região está baixa, o que preocupa o mercado.

O salto do Brent nesta segunda-feira é o que acontece quando várias coisas ruins se juntam: a guerra no Oriente Médio, o cuidado com o Estreito de Ormuz e o olhar atento às rotas marítimas que carregam petróleo pelo mundo.


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