O Conselho Curador do FGTS aprovou um reforço de R$ 500 milhões para 2026, elevando o total de verba para descontos do Minha Casa Minha Vida para R$ 13 bilhões, beneficiando famílias de baixa renda.
O programa Minha Casa, Minha Vida recebeu um reforço financeiro significativo, com R$ 500 milhões a mais no orçamento destinado aos descontos. Esse montante extra beneficia as faixas 1 e 2 do iniciativa, que atendem famílias com renda mensal de até R$ 5.000. A atualização foi feita pelo Conselho Curador do FGTS na semana passada.
A decisão eleva o total de recursos disponível para descontos de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões em 2026. O objetivo é garantir que as contratações continuem e que a demanda seja atendida até dezembro, atendendo a uma solicitação da Cbic, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção.
- li>O total de verba para descontos subiu de R$ 12,5 bi para R$ 13 bi;
- A medida atende famílias com renda de até R$ 5.000 (Faixas 1 e 2);
- Em julho, 32,3 mil famílias ganharam descontos de quase R$ 1,1 bilhão;
- O programa representa 58% dos lançamentos de imóveis no 2º trimestre de 2026;
- O prazo máximo de financiamento subiu de 20 para 30 anos em alguns setores.
Importância do reforço para o mercado imobiliário
De acordo com a Cbic, dos R$ 12,5 bilhões inicialmente previstos, cerca de R$ 7,8 bilhões já foram utilizados. Eduardo Aroeira Almeida, presidente da entidade, explica que muitas empresas atuam nessas faixas de renda. Como o financiamento não cobre 100% do valor do imóvel, as famílias têm dificuldade para pagar a entrada. O desconto do FGTS é essencial para reduzir esse custo e viabilizar a compra da casa própria.
Johnny Ferreira dos Santos, coordenador-geral de Gestão do FGTS no Ministério das Cidades, confirmou que o valor será destinado diretamente aos descontos das famílias. Ele apresentou dados recentes: em julho, 32,3 mil famílias foram beneficiadas, gerando quase R$ 1,1 bilhão em descontos. Até julho de 2026, mais de 200 mil famílias já receberam o benefício.
Projeções e peso do programa nos lançamentos
A projeção do Ministério das Cidades é atender 376 mil famílias em 2026. O Minha Casa, Minha Vida é um dos principais motores do mercado imobiliário, sustentando lançamentos e vendas mesmo com juros altos. No segundo trimestre deste ano, 58% das unidades lançadas (62.129 de um total de 107.161) faziam parte do programa, um recorde histórico desde a iniciativa de 2019.
Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, alerta que, se os juros permanecerem a dois dígitos, a participação do programa nos lançamentos pode chegar a 64%. A força do programa se concentra no Norte, Sudeste e Nordeste. No Norte, ele lidera com 68% dos lançamentos. No Sudeste, maior mercado absoluto, teve 66% dos lançamentos e 58% das vendas no trimestre.
Novas regras de prazo e condições das faixas
O conselho também aprovou a ampliação do prazo máximo de amortização de 20 para 30 anos nos programas Pró-Moradia, Saneamento Básico, Pró-Transporte e Pró-Cidades. Isso permite que as operações de crédito do FGTS tenham prazos mais compatíveis com outras fontes de financiamento, atendendo à demanda do setor.
Condições oferecidas no Minha Casa, Minha Vida
Faixa 1: Renda até R$ 3.200, juros de 4% a 5% ao ano. Valores dos imóveis de até R$ 275 mil, geralmente compactos.
Faixa 2: Renda de R$ 3.200 a R$ 5.000, juros de 4,75% a 7% ao ano. Valores de até R$ 275 mil, com foco em custo.
Faixa 3: Renda de R$ 5.000 a R$ 9.600, juros de 7,66% a 8,16% ao ano. Imóveis de até R$ 400 mil, padrão intermediário.
Faixa 4: Renda de R$ 9.600 a R$ 13 mil, juros de 10% ao ano. Imóveis de até R$ 600 mil, padrão médio em regiões valorizadas.

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