Lula propõe fim de cartão de crédito extra para reduzir endividamento

Economia Crédito 02/10/2026 07:01 Mariana Brasil e Anna Júlia Lopes, Folhapress noticiasaominuto.com.br Brasília DF

O presidente Lula disse que o governo estuda com o Banco Central proibir a concessão de cartões de crédito extras aos clientes, em uma tentativa de conter o endividamento. Hoje, o BC não limita o número de cartões, mas exige autorização para envio e aumento de limites.

O presidente Lula anunciou que o governo federal está conversando com o Banco Central (BC) para proibir que os bancos ofereçam cartões de crédito extras aos clientes. A ideia é reduzir o endividamento da população, que cresceu muito nos últimos anos.

Nessa proposta, o BC já tem algumas regras: não há limite para o número de cartões, mas as instituições financeiras só podem enviar ou habilitar um cartão se o cliente pedir ou autorizar expressamente. Além disso, qualquer aumento do limite precisa da aprovação do cliente, e desde julho de 2024, essa aprovação deve ser feita a cada vez que o banco quiser elevar o limite.

  • O governo quer impedir que os bancos concedam cartões extras sem pedido do cliente.
  • O BC já exige autorização para enviar cartões ou aumentar limites.
  • O programa Desenrola vai usar R$ 15 bilhões para comprar dívidas de pessoas que estão devendo há 2 a 4,5 anos.
  • Lula criticou os juros altos, mesmo com o novo presidente do BC, Gabriel Galípolo.
  • O Bolsa Família subiu 15,04%, passando de R$ 600 para R$ 691 por família.

Endividamento é tema central da campanha

O endividamento virou um dos principais assuntos da campanha eleitoral. O governo lançou uma nova fase do programa Desenrola para ajudar quem está com dívidas em atraso. Serão até R$ 15 bilhões para comprar carteiras de dívidas de pessoas que devem há 2 a 4,5 anos em cartão de crédito parcelado ou rotativo e crédito pessoal. O objetivo é renegociar no total R$ 150 bilhões em dívidas.

"O meu pessoal da economia sabe, o Galípolo sabe que nós vamos ter que moralizar um pouco essa questão de crédito. Não é possível a gente permitir que a sociedade seja endividada da forma mais irresponsável possível", afirmou Lula em entrevista.

Lula critica juros altos e anuncia reajuste do Bolsa Família

Durante o mandato, Lula sempre criticou a taxa de juros, mesmo com Gabriel Galípolo no comando do BC, que ele mesmo indicou. A Selic alta é um alvo constante dos aliados do presidente, que pedem redução.

Outra medida anunciada na reta final da campanha foi o aumento do Bolsa Família. O benefício subiu 15,04%, elevando o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família.

Quando perguntaram se o aumento era eleitoreiro, Lula disse que concedeu o benefício porque havia espaço fiscal e o orçamento permitia.


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