A Cooperativa dos Agricultores do Rio Pardo, a Cotribá, encerrou suas atividades após acumular dívidas de mais de 1 bilhão de reais, marcando a primeira liquidação extrajudicial em sua história.
A cooperativa agrícola gaúcha Cotribá decidiu encerrar suas operações e aprovar sua liquidação extrajudicial. Esta decisão marca um ponto final para a entidade, que existe há 115 anos.
Com um passivo superior a 1 bilhão de reais, a organização não conseguiu encontrar uma solução financeira para renegociar suas obrigações. O desfecho representa a primeira falência administrativa na longa trajetória da Cotribá.
- A dívida total da cooperativa supera a marca de 1 bilhão de reais.
- A decisão de liquidação foi tomada após o fracasso de tentativas de renegociação.
- A Cotribá tem 115 anos de história no setor agropecuário gaúcho.
- A liquidação é a primeira do tipo em toda a sua existência.
- O processo visa a venda de ativos para quitar os credores.
A decisão de encerrar atividades
A administração da Cotribá comunicou que, diante da insustentabilidade da carga de dívidas, a única alternativa viável era a liquidação. A medida foi aprovada pelos associados e acionistas para evitar um processo judicial mais demorado e oneroso.
A liquidação extrajudicial permite a venda ordenada dos bens da cooperativa para pagar as dívidas, preservando o que resta de valor para os credores. Essa escolha reflete a realidade financeira difícil enfrentada por diversas cooperativas no cenário atual.
Impactos no agronegócio
O encerramento da Cotribá gera preocupação no setor. A cooperativa atuava em diversos elos da cadeia produtiva, e sua saída do mercado impactará milhares de produtores e funcionários que dependiam de seus serviços.
Análises do mercado indicam que a falência é um sinal dos desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro, especialmente em termos de gestão de custos e endividamento. A liquidação servirá de alerta para outras entidades que enfrentam situações semelhantes.

Imagem da cooperativa gaúcha que aprovou a liquidação





