Taxa de escolarização é maior à observada na população geral, mas nível de ensino superior completo é inferior
De acordo com o Censo Demográfico 2022, divulgado no último dia 23 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 2,4 milhões de brasileiros com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O número representa 1,2% da população.
Além de recortes por gênero, raça e faixa etária, o levantamento disponibilizou dados envolvendo a educação de pessoas com TEA. A taxa de escolarização (proporção de estudantes em determinada faixa etária) de pessoas com autismo com mais de 6 anos é superior (36,9%) em relação à observada na população geral (24,3%), segundo o IBGE.
No entanto, a proporção de pessoas com autismo, com 25 anos ou mais, sem instrução ou com ensino fundamental incompleto chega a 46,1%, acima da taxa de 35,2% da população total.
Pessoas com TEA com superior completo, na faixa etária de 25 anos ou mais, são 15,7%, ante os 18,4% da população geral.
Os percentuais de pessoas com autismo acima dos 25 anos que concluíram o ensino médio (25,4%) e o fundamental (12,9%) também são inferiores àqueles registrados pela população geral (32,3% e 14%, respectivamente).
Censo 2022 PCD
O Censo 2022 Pessoas com Deficiência e Pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) Resultados Preliminares da Amostra divulgou que o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência em 2022. O número corresponde a 7,3% das 198,3 milhões de pessoas com dois anos ou mais de idade na população. Os resultados completos podem ser acessados no portal do IBGE.

IBGE compartilhou resultados do Censo 2022 sobre pessoas com deficiência e diagnosticadas com TEA Freepik






