Braço direito de Infantino renuncia e aumenta crise na FIFA

Geral FIFA 31/07/2026 08:40 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Carlos Cordeiro, ex-presidente da federação de futebol dos Estados Unidos e conselheiro sênior do presidente da FIFA, Gianni Infantino, renunciou ao cargo por discordar de um plano de criar uma empresa que administraria as competições da entidade e poderia receber dinheiro de investidores. Ele disse que a proposta pode prejudicar o futuro do futebol.

Carlos Cordeiro renunciou nesta sexta-feira ao cargo de conselheiro sênior do presidente da FIFA, Gianni Infantino, após se posicionar contra a criação da FIFA Forward Enterprise, uma empresa que a entidade queria criar para cuidar dos negócios das competições, como a Copa do Mundo.

Essa nova empresa poderia receber dinheiro de investidores particulares e administrar os lucros de torneios como a Copa do Mundo. Cordeiro disse que não participou da criação dessa ideia e afirmou que ela é prejudicial para as federações de futebol, para o esporte e para o futuro da própria FIFA.

  • Cordeiro era o 'braço direito' de Infantino, mas pediu demissão por discordar de um plano de vender parte dos lucros da Copa do Mundo para investidores.
  • Ele disse que a FIFA já tem muito dinheiro em reservas, não tem dívidas e teve receitas de US$ 15 bilhões entre 2022 e 2026, então não precisa vender seus ativos.
  • A proposta de criar a FIFA Forward Enterprise previa arrecadar US$ 4,2 bilhões com a venda permanente de parte das receitas comerciais, mas Cordeiro achou isso muito arriscado.
  • O ex-dirigente, que também foi presidente da federação de futebol dos Estados Unidos, tem mais de 35 anos de experiência em bancos e disse que entende o valor dos ativos da FIFA.
  • Para ele, vender uma parte permanente da Copa do Mundo é como 'hipotecar o futuro do futebol', ou seja, comprometer o esporte a longo prazo.

Como conselheiro sênior do presidente da FIFA, ex-banqueiro e torcedor de futebol por toda a vida, não posso permanecer em silêncio enquanto a FIFA considera vender uma parte da Copa do Mundo. Quero deixar claro: não tive qualquer envolvimento nessa proposta e me oponho a ela de forma inequívoca, declarou.

Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, Cordeiro defendeu que o projeto seja rejeitado. Segundo ele, sua experiência de mais de 35 anos no setor bancário permite avaliar tanto o valor dos ativos comerciais da FIFA quanto os riscos de transferir parte deles a investidores externos.

O dirigente também argumentou que a entidade já dispõe de recursos suficientes para financiar o desenvolvimento do futebol sem recorrer à venda de participação em seus principais ativos.

A FIFA tem acesso a recursos financeiros extraordinários. A organização possui bilhões em reservas, não tem dívidas e o próprio presidente destacou receitas de US$ 15 bilhões entre 2022 e 2026, afirmou.

Na avaliação de Cordeiro, a intenção de arrecadar US$ 4,2 bilhões com a cessão permanente de parte das receitas comerciais não apresenta uma justificativa convincente.

Vender uma parcela permanente do maior ativo do futebol seria hipotecar o futuro da modalidade, disse.

O ex-conselheiro acrescentou que o crescimento financeiro da FIFA foi alcançado por profissionais experientes da própria organização, responsáveis por sucessivos recordes comerciais. Para ele, esse desempenho enfraquece o argumento de que investidores externos seriam necessários para ampliar as receitas da entidade.


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