Fifa nega que Infantino tenha procurado Trump após pressão no cargo

Geral Futebol 04/08/2026 08:23 Lori Ewing, da Reuters cnnbrasil.com.br

A Fifa chamou de 'pura ficção' a notícia de que seu presidente, Gianni Infantino, teria buscado apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, depois que um plano para vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo fracassou.

A Fifa classificou nesta terça-feira (4) como "pura ficção" uma notícia de que seu presidente, Gianni Infantino, teria buscado apoio do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, após o fracasso de um plano para vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.

  • A Fifa negou que Infantino tenha ligado para Trump ou para membros do seu governo nos últimos dias.
  • O plano fracassado era vender cerca de 20% de uma empresa que gerencia competições, incluindo a Copa do Mundo, para investidores privados, captando até US$ 4,2 bilhões (R$ 20 bilhões).
  • A proposta foi abandonada após forte resistência das partes interessadas.
  • Infantino entregou a Trump o Prêmio da Paz da Fifa em dezembro de 2025, tornando-o o primeiro a receber a honraria.
  • O New York Post noticiou que Infantino tentou falar com Trump por telefone, mas a Fifa classificou a informação como "pura ficção".

A negativa surgiu depois que o New York Post noticiou, na segunda-feira (3), que Infantino tentou repetidamente, sem sucesso, falar com Trump por telefone desde que sua proposta foi abandonada na sexta-feira (31), e que ele se sentia isolado em meio a críticas crescentes.

"O presidente da Fifa não fez nenhuma ligação para o presidente dos EUA, nem para membros de seu governo, nos últimos dias. É pura ficção", afirmou a Fifa em comunicado à Reuters.

A repercussão negativa se intensificou em torno do plano fracassado de Infantino de transferir os ativos comerciais da entidade máxima do futebol mundial para uma nova empresa apoiada por investidores privados.

A proposta da Fifa de captar até US$ 4,2 bilhões (R$ 20 bilhões) junto a investidores privados, por meio da venda de uma participação de cerca de 20% em uma entidade que gerencia competições incluindo a Copa do Mundo, fracassou após forte resistência das partes interessadas.

Com o plano engavetado, as atenções voltaram-se para as possíveis repercussões para Infantino, cujas chances de garantir um novo mandato como presidente da Fifa, de 2027 a 2031, passaram a ser alvo de maior escrutínio.

Trump e Infantino construíram uma relação próxima, aparecendo juntos em grandes eventos de futebol, incluindo a Copa do Mundo deste ano, sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá.

Infantino entregou a Trump o Prêmio da Paz da Fifa em sua edição inaugural, em dezembro de 2025, tornando-o o primeiro a receber a honraria.

A relação atraiu ainda mais atenção porque a Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Trump, deveria desempenhar um papel de destaque no empreendimento de direitos comerciais proposto.

O New York Post também noticiou que Infantino havia agendado conversas privadas com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. No entanto, o secretário de Estado adjunto para Assuntos Públicos Globais dos EUA, Dylan Johnson, afirmou em uma publicação na rede social X, na segunda-feira, que não havia planos para que Rubio conversasse com o presidente da Fifa, de 56 anos.

Infantino tem utilizado o Instagram para divulgar mensagens de apoio de federações-membro, incluindo as do Sri Lanka, Kuwait, Catar e Marrocos.

Contexto

O plano da Fifa era criar uma nova empresa para gerenciar as competições, com a venda de uma participação de 20% para investidores privados. A proposta encontrou forte resistência e foi abandonada.

Com o fracasso do plano, a permanência de Infantino no comando da Fifa passou a ser questionada, e ele tem buscado apoio de federações de países menores.


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