Grandes marcas de moda estão vendendo roupas usadas em suas lojas, misturando sustentabilidade com a chance de aumentar os lucros. O movimento, que começou nos brechós, agora ganha as araras das fast-fashions e muda a forma de pensar o consumo de roupas.
As roupas de segunda mão deixaram de ser exclusividade dos brechós e agora ganham espaço nas grandes lojas. Redes como H&M, Zara e Banana Republic estão criando seções chamadas de "preloved" (que significa "amado anteriormente") para vender peças usadas dentro das suas próprias lojas.
A frase "a decepção de uma mulher pode ser a felicidade de outra", dita por Charlotte York em Sex and The City, pode ser usada para entender esse novo momento da moda. O que antes era visto como um mercado de segunda mão, agora virou negócio lucrativo para as grandes marcas.
- Roupas de segunda mão ganham espaço dentro das lojas de grandes marcas como H&M, Zara e Banana Republic.
- O objetivo é lucrar com a revenda, além de parecer mais sustentável para o consumidor.
- O mercado de revenda está crescendo rápido, e as grandes marcas não querem ficar de fora.
- Além de vender roupas usadas, a moda circular também pode ser um novo jeito de ganhar dinheiro.
- No Brasil, a tendência ainda está engatinhando, e a sustentabilidade ainda é um desafio para o setor.
À primeira vista, a moda circular parece uma forma de ajudar o meio ambiente, já que usa roupas que seriam jogadas fora. Porém, o que motiva as empresas é o negócio. Elas perceberam que a venda de roupas de segunda mão é um mercado lucrativo e não querem ficar de fora dessa fatia.
O outro lado da sustentabilidade
Muitas vezes, as marcas não dão dinheiro pelas roupas usadas. Elas oferecem créditos para compras futuras na loja, ou até mesmo nada. Isso significa que a consumidora acaba deixando suas roupas e ainda sai comprando mais itens novos, o que pode não ser tão bom para o meio ambiente quanto parece.
No Brasil, essa tendência ainda está engatinhando. O Grupo Azzas, por exemplo, fechou sua plataforma de moda circular, a Troc. Isso não significa que a revenda não é importante, mas que ela enfrenta dificuldades dentro de grandes grupos.
Enquanto o sucesso de uma empresa for medido pela quantidade de peças vendidas, até mesmo a moda circular corre o risco de se tornar apenas uma nova maneira de manter o mesmo tipo de consumo.

image - FOTO: Nadin/Pexels







