Brasileiros se reúnem para ver eclipse quase total da Lua

Geral Eclipse 28/08/2026 17:03 Bom Dia Brasil g1.globo.com

O Brasil foi um dos melhores lugares do mundo para acompanhar o fenômeno, que encobriu 96% da Lua com a sombra da Terra.

Brasileiros de várias partes do país se reuniram durante a madrugada desta sexta-feira (28) para acompanhar o eclipse lunar. Planetários, mirantes e museus organizaram eventos especiais para observar o fenômeno, que também pôde ser visto em outros países.

No Brasil, foi possível ver todas as fases do eclipse. O fenômeno foi quase total: a sombra da Terra cobriu 96% da Lua.

  • O eclipse começou por volta da meia-noite e o auge foi às 1h13, quando a Lua ficou avermelhada.
  • No Rio de Janeiro, os 500 ingressos gratuitos do Planetário se esgotaram em apenas um minuto.
  • Em São Luís, Olinda e Belo Horizonte também houve eventos para observação.
  • O astrônomo Alexandre Cherman explicou que a porcentagem da sombra define o tamanho do eclipse.
  • O próximo grande eclipse lunar total será em 25 de junho de 2029.

No Rio de Janeiro, o Planetário do Rio distribuiu 500 ingressos gratuitos, que acabaram em menos de um minuto. As pessoas levaram cadeiras de praia para aproveitar a noite.

Antes do eclipse, os visitantes viram uma projeção do céu na cúpula. Depois, foram para o terraço observar a Lua a olho nu e com telescópios, com música ao vivo.

A dona de casa Neusa Maria da Silva foi com a filha e a neta. Ela lembrou que já tinha visto um eclipse no mesmo lugar, quando tinha cerca de 17 anos, e disse: "Agora está sendo valioso, uma experiência maravilhosa".

No Rio, depois de um dia chuvoso, o tempo abriu à noite, permitindo a observação sem problemas.

No início do eclipse, a Lua foi ficando encoberta e ganhou um tom amarelado. No auge, às 1h13, ficou avermelhada.

O eclipse lunar acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre a Lua. A quantidade de sombra define o tipo de eclipse. Como 96% ficou encoberto, foi considerado quase total.

Segundo o astrônomo Alexandre Cherman, "a porcentagem do que vai ser coberto é que dá o tamanho da parcialidade. Então esse é um eclipse quase total".

Observação em várias cidades

O eclipse também foi acompanhado em outras regiões. Em São Luís, um mirante organizou uma programação especial. Em Olinda, um grupo se reuniu no Alto da Sé. Em Belo Horizonte, a observação foi no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, que ficou lotado.

A designer de moda Rafaella Cervantes disse: "Eu fico fascinada, adoro ver. Toda vez é motivo para vir e fiquei feliz que tá lotado".

Outra participante, a dentista Malu Siqueira, contou que é entusiasta da astronomia e que enfrentou frio e sono para ver o fenômeno: "Tô aqui passando um pouquinho de frio com sono, mas estamos firmes".

Para Cherman, eventos assim aproximam as pessoas da ciência: "Essa possibilidade de levar astronomia e ciência para as pessoas é o que mais encanta nesse tipo de fenômeno".

O próximo grande eclipse lunar será total e está previsto para 25 de junho de 2029.


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