Defesa da mulher presa acusado de querer matar advogado entra com pedido novo no TJMT para tirar prisão e cita transtornos psicológicos da filha adolescente para pedir libertação rápida.
A defesa da empresária Julinere Goulart Bentos, que é acusada de ter ordenado a morte do advogado Renato Gomes Nery, pediu novamente a liberdade dela ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O pedido pede o fim da prisão dela, que já dura 16 meses.
A defesa diz que a filha adolescente da empresária teve problemas psicológicos enquanto ela estava detida, e reclama de demorão para julgar um recurso antigo. A petição pede que a prisão seja tirada logo para evitar mais dor.
Mulher presa suspeito de querer matar advogado
Julinere Goulart Bentos trabalha com joias e também gerencia uma fazenda. Ela está presa em conjunto com o marido, Cesar Jorge Sechi, acusados de ter mandado matar o advogado Renato Nery. O corpo dele foi encontrado na frente do escritório dele, na avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, em julho de 2024.
Disputa de terra no mato
A briga girava em torno de uma propriedade rural em Novo São Joaquim, a cerca de 475 quilômetros de Cuiabá. As terras valem mais de R$ 30 milhões e estavam discutidas na justiça há décadas. Durante o inquérito, Julinere admitiu que a ideia de eliminar o advogado surgiu dela porque "não aguentava mais" o marido reclamar do processo sobre as terras.
Quatro grupos atrás do crime e vários réus
A investigação mostra que Julinere e César teriam contratado pessoas para intermediar e executar o crime, pagando cerca de R$ 200 mil. A ação criminosa teria quatro partes: quem manda, quem conecta, quem pratica e quem esconde provas. O executor surpreendeu a vítima num ataque a tiro de pistola com munição especial, em meio à rua e num horário de trabalho.
Maior presa e réus por atrapalhar a polícia
Julinere foi formalmente acusada (pronunciada) em maio de 2026, e em julho a Justiça manteve a prisão dela, sem aceitar trocas. Ela pediu para voltar ao TJMT, que só voltou a analisar o caso em 26 de agosto. Na corte, o julgamento virou uma diligência por causa de um pedido de pessoas ligadas à acusação das filhas da vítima.
Recurso travado e filha em crise psicológica
A defesa explica que o processo foi tão volátil que a empresária ainda não teve o recurso contra a acusação julgado. O papel menciona que a filha de 17 anos tem acompanhamento psicológico desde março de 2024.
A jovem teria piorado em meses, com problemas de sono e de comer, notas ruins na escola, isolamento e sintomas físicos. Em maio de 2026, ela foi internada por um dia no hospital com laudo de ansiedade e depressão.
Pedido forte para libertar a mulher
A defesa destaca que "o periculum in mora é gritante", porque a liberdade dela é prolongada todos os dias sem culpa sua. Por causa da dor da filha, o advogado pede que a prisão seja tirada de uma vez ou substituída por outras medidas.
Rapidezes sobre o caso
- A empresária está presa há 16 meses em um caso de assassinato de advogado em Cuiabá.
- As terras em disputa valem mais de R$ 30 milhões e brigadas há décadas.
- O crime foi pago num valor aproximado de R$ 200 mil.
- Além dela, o marido e quatro policiais são réus no caso.
- A filha dela, adolescente, precisou do hospital por causa de sofrimento psicológico.

Asa de empresa em Cuiabá, MT.





