Merendeiras de Barra do Garças, em Mato Grosso, estão passando por um treinamento para preparar comida adequada para estudantes que não podem consumir glúten, leite ou açúcar. O curso busca garantir que nenhuma criança fique sem comer na escola.
Merendeiras que trabalham na rede municipal de ensino de Barra do Garças, em Mato Grosso, começaram a participar de um curso especial. O objetivo é ensinar essas profissionais a preparar refeições para alunos que possuem restrições alimentares.
O treinamento tem a duração total de 40 horas. Durante as aulas, as merendeiras aprendem a fazer receitas que não contêm glúten, que são livres de lactose e que possuem um baixo teor de açúcar.
- O curso é uma parceria entre a Prefeitura, a Secretaria de Educação e o Instituto Gastronômico das Américas.
- O foco é atender alunos com diabetes, alergias e intolerâncias específicas.
- As aulas são divididas em turnos manhã, tarde e noite para não atrapalhar o serviço.
- Os ingredientes tradicionais são substituídos por opções mais saudáveis e inclusivas.
- A ação segue as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar.
Parceria para garantir a alimentação dos alunos
A formação é realizada em parceria entre a Prefeitura de Barra do Garças, a Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer e o Instituto Gastronômico das Américas, conhecido como IGA. Essa colaboração entre o poder público e especialistas em gastronomia busca trazer conhecimentos técnicos diretamente para a cozinha das escolas.
De acordo com a Secretaria de Educação, o principal objetivo é preparar as profissionais para atender estudantes que sofrem de intolerâncias, alergias alimentares, diabetes ou seletividade alimentar. Dessa forma, é garantido que cada criança receba uma refeição adequada às suas necessidades específicas de saúde.
Para facilitar a participação de todas as servidoras, as atividades do curso estão organizadas em três turnos: manhã, tarde e noite. Essa divisão garante que a formação ocorra sem comprometer o funcionamento das cozinhas escolares, mantendo o serviço de merenda funcionando normalmente.
Técnicas culinárias e novas receitas
Durante as aulas práticas e teóricas, as merendeiras aprendem técnicas de manipulação de alimentos e boas práticas de cozinha. O curso também aborda a panificação e a confeitaria adaptadas, utilizando ingredientes que atendem às restrições.
Entre as receitas ensinadas estão esfirras, tapiocas, bolos de mandioca e bolos de milho. Todas essas preparações são nutritivas e foram criadas para substituir os ingredientes que causam reações adversas nos alunos.
A chef Yola Ferraz, que é responsável por conduzir as aulas, destacou que o treinamento também foca em manter o sabor e a qualidade dos alimentos. Mesmo com a substituição de ingredientes essenciais, as receitas continuam gostosas e atraentes para as crianças.
Inclusão e segurança alimentar
A coordenadora de Nutrição Escolar do município, Priscila Assencio, explicou que a iniciativa busca garantir a segurança alimentar. Além disso, a medida visa ampliar a inclusão dos estudantes durante as refeições, evitando que nenhum aluno seja excluído do cardápio.
Essa capacitação integra as ações do município para adequar a alimentação escolar às necessidades dos estudantes. O trabalho segue rigorosamente as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar, conhecido como PNAE, que orienta como o dinheiro público deve ser utilizado na merenda.

Educação (IA)





