Alunos com restrições alimentares ganham refeições especiais na merenda escolar

Geral Educação 24/10/2026 13:42 Da Redação - Semana 7 semana7.com.br Barra do Garças MT

Merendeiras de Barra do Garças, em Mato Grosso, estão passando por um treinamento para preparar comida adequada para estudantes que não podem consumir glúten, leite ou açúcar. O curso busca garantir que nenhuma criança fique sem comer na escola.

Merendeiras que trabalham na rede municipal de ensino de Barra do Garças, em Mato Grosso, começaram a participar de um curso especial. O objetivo é ensinar essas profissionais a preparar refeições para alunos que possuem restrições alimentares.

O treinamento tem a duração total de 40 horas. Durante as aulas, as merendeiras aprendem a fazer receitas que não contêm glúten, que são livres de lactose e que possuem um baixo teor de açúcar.

  • O curso é uma parceria entre a Prefeitura, a Secretaria de Educação e o Instituto Gastronômico das Américas.
  • O foco é atender alunos com diabetes, alergias e intolerâncias específicas.
  • As aulas são divididas em turnos manhã, tarde e noite para não atrapalhar o serviço.
  • Os ingredientes tradicionais são substituídos por opções mais saudáveis e inclusivas.
  • A ação segue as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Parceria para garantir a alimentação dos alunos

A formação é realizada em parceria entre a Prefeitura de Barra do Garças, a Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer e o Instituto Gastronômico das Américas, conhecido como IGA. Essa colaboração entre o poder público e especialistas em gastronomia busca trazer conhecimentos técnicos diretamente para a cozinha das escolas.

De acordo com a Secretaria de Educação, o principal objetivo é preparar as profissionais para atender estudantes que sofrem de intolerâncias, alergias alimentares, diabetes ou seletividade alimentar. Dessa forma, é garantido que cada criança receba uma refeição adequada às suas necessidades específicas de saúde.

Para facilitar a participação de todas as servidoras, as atividades do curso estão organizadas em três turnos: manhã, tarde e noite. Essa divisão garante que a formação ocorra sem comprometer o funcionamento das cozinhas escolares, mantendo o serviço de merenda funcionando normalmente.

Técnicas culinárias e novas receitas

Durante as aulas práticas e teóricas, as merendeiras aprendem técnicas de manipulação de alimentos e boas práticas de cozinha. O curso também aborda a panificação e a confeitaria adaptadas, utilizando ingredientes que atendem às restrições.

Entre as receitas ensinadas estão esfirras, tapiocas, bolos de mandioca e bolos de milho. Todas essas preparações são nutritivas e foram criadas para substituir os ingredientes que causam reações adversas nos alunos.

A chef Yola Ferraz, que é responsável por conduzir as aulas, destacou que o treinamento também foca em manter o sabor e a qualidade dos alimentos. Mesmo com a substituição de ingredientes essenciais, as receitas continuam gostosas e atraentes para as crianças.

Inclusão e segurança alimentar

A coordenadora de Nutrição Escolar do município, Priscila Assencio, explicou que a iniciativa busca garantir a segurança alimentar. Além disso, a medida visa ampliar a inclusão dos estudantes durante as refeições, evitando que nenhum aluno seja excluído do cardápio.

Essa capacitação integra as ações do município para adequar a alimentação escolar às necessidades dos estudantes. O trabalho segue rigorosamente as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar, conhecido como PNAE, que orienta como o dinheiro público deve ser utilizado na merenda.


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