Agentes da Polícia Federal se passaram por entregadores do Mercado Livre para entrar na casa de Thiago Miranda, publicitário ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Durante a operação, encontraram uma adega com garrafas caras e um contrato para um documentário sobre o Banco Master.
Agentes da Polícia Federal que cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do publicitário Thiago Miranda nesta quinta-feira (9/7) se apresentaram como entregadores do Mercado Livre para tentar surpreender o alvo.
- Os policiais se disfarçaram de entregadores do Mercado Livre para enganar o publicitário
- Dentro da casa, encontraram uma adega cheia de garrafas de vinho muito caras
- O celular do publicitário estava desligado, o que levantou suspeitas de vazamento
- Os agentes não conseguiram acessar o celular porque precisavam da senha
- Um contrato para fazer um documentário sobre o Banco Master foi apreendido
A coluna apurou que, ao chegarem à residência do publicitário, os agentes disseram que tinham uma encomenda de alto valor e que ela só poderia ser entregue a Miranda, na tentativa de surpreendê-lo e evitar que destruísse provas.
Já no interior da residência, os policiais se depararam com uma adega com garrafas de alto valor. Chegaram a cogitar apreender as bebidas, mas isso não estava no escopo do mandado.
Miranda portava um celular, porém o aparelho estava desligado no momento da operação, o que gerou desconfiança de vazamento da abordagem. Policiais ainda tentaram acessar o aparelho por meio do Face ID, mas, como o celular estava desligado, o primeiro desbloqueio exigia a senha, que não foi fornecida.
Na casa do publicitário, a PF recolheu um contrato para produção de um “documentário ou obra de ficção” sobre o Banco Master e a vida de Daniel Vorcaro. O documento continha a autorização do banqueiro para a realização do projeto, que seria executado por Thiago Miranda.

Thiago Miranda, publicitário alvo da operação





