MPF investiga prefeito por quebrar objetos de religião de matriz africana

Mundo Crime 01/08/2026 14:33 Itatiaia - Folhamax folhamax.com

O Ministério Público Federal abriu investigação contra o prefeito de Parauapebas, no Pará, por racismo religioso. Ele apareceu em um vídeo chutando objetos usados em rituais de religiões de matriz africana e fazendo declarações preconceituosas.

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação contra o prefeito de Parauapebas, cidade do sudeste do Pará, chamado Aurélio Goiano (Avante). Ele é acusado de racismo e intolerância religiosa.

O MPF começou a investigar depois que o prefeito publicou um vídeo nas redes sociais. No vídeo, ele aparece chutando objetos usados em rituais de religiões de matriz africana na rua e falando frases preconceituosas.

  • O prefeito disse que não tem medo dos objetos e que não acredita naquelas religiões.
  • Ele chamou os rituais de 'feitiçaria' e 'macumbaria', e disse que sente nojo deles.
  • O MPF diz que essas atitudes são crime e violam a liberdade de religião garantida pela Constituição.
  • O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que os objetos usados em rituais são protegidos por lei.
  • O Brasil também assinou um acordo internacional contra o racismo, que foi desrespeitado pelo prefeito.

O prefeito continua afirmando que os rituais o enchem de nojo, enquanto chuta os itens religiosos. Ele disse que seu coração é do Senhor Jesus e que não serve a outro deus.

Segundo o MPF, as atitudes registradas no vídeo violam o direito à liberdade de consciência e de crença, garantido pela Constituição. O órgão também destaca que o STF já reconheceu que o uso de objetos em rituais é parte essencial das religiões de matriz africana.

Além disso, de acordo com o MPF, a conduta do prefeito também desrespeita a Convenção Interamericana contra o Racismo, da qual o Brasil faz parte.

A reportagem procurou a prefeitura de Parauapebas, mas não obteve resposta até o momento.


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