O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recusou o plano de paz para Gaza apoiado pelos Estados Unidos, afirmando que suas tropas não deixarão o território palestino enquanto o grupo islâmico Hamas não estiver completamente desarmado. A decisão contraria o acordo que previa a retirada israelense em troca da entrega de armas pelo Hamas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou neste domingo (9) o plano para Gaza apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que suas tropas não deixarão o território palestino até que o Hamas esteja "realmente desarmado".
"Israel rejeita o documento de 15 pontos. As FDI (Forças de Defesa de Israel) não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas esteja efetivamente desarmado e continuarão neutralizando as ameaças contra nossas forças e nossos cidadãos", declarou Netanyahu durante uma reunião de gabinete.
- Israel rejeitou o plano de 15 pontos para Gaza apoiado pelos EUA.
- Netanyahu exige que o Hamas seja totalmente desarmado antes de qualquer retirada israelense.
- O Hamas havia concordado em entregar armas a uma autoridade palestina independente.
- O plano original previa retirada israelense em troca do desarmamento, mas Israel recusou.
- Aliados de extrema direita pressionam Netanyahu para acabar com o plano.
O documento, etapa final de um cessar-fogo impulsionado pelos Estados Unidos e anunciado em outubro, que reduziu, mas não encerrou as operações israelenses em Gaza, prevê que o Hamas entregue suas armas a uma autoridade palestina ainda incipiente encarregada de governar o território.
O plano estabelecia que Israel começaria a retirar suas forças em paralelo ao desarmamento, ideia rejeitada de forma categórica pelos israelenses, que também exigem que o Hamas destrua suas armas.
Após se reunir com Netanyahu na semana passada, o Conselho de Paz, organismo idealizado por Trump para implementar o acordo, recuou e afirmou que Israel só teria de se retirar depois de um desarmamento "completo".
Netanyahu, que está em uma disputa acirrada para se manter no poder, foi pressionado por seus aliados de extrema direita para convocar uma nova votação no gabinete e pôr fim ao plano para Gaza.
O premiê afirmou que Israel estava conversando com os Estados Unidos sobre suas objeções. "Eles têm ideias; algumas são aceitáveis para nós e outras não, e sabemos como nos manter firmes nestas questões", disse.
Netanyahu indicou que o Hamas deve entregar todas as suas armas, objetivo que os membros do Conselho de Paz consideram não ser realista. "Estamos falando de um desarmamento real, não de um desarmamento fictício", declarou.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN / POOL





