A icônica cantora e atriz Barbra Streisand atacou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusando-o de usar o Kennedy Center, um dos principais centros culturais do país, para alimentar seu 'ego desmedido' em vez de cuidar da arte. A manifestação ocorreu após uma decisão judicial que impõe restrições a mudanças no prédio e após fotos de Trump sugerindo a demolição do local.
Reação da artista à ação do presidente
Barbra Streisand criticou publicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no meio de uma forte briga envolvendo o Kennedy Center, uma das instituições culturais mais importantes de Washington. A cantora afirmou em comunicado que Trump está colocando seu própio 'ego desmedido' acima da importância do espaço cultural, buscando apenas atenção pessoal.
Em um longo texto publicado em seu site oficial, Streisand disse que ficou muito brava ao ver a situação. 'É fácil imaginar a minha indignação ao ver esta venerada instituição se tornar objeto de uma disputa tão amarga por causa do nome e do ego desmedido de um único homem', declarou a artista, mostrando sua revolta com o que considera uma postura imatura do governo americano.
A manifestação aconteceu logo após uma decisão da justiça dos EUA, na quinta-feira (17). Um juiz federal determinou que o governo de Trump deve avisar com pelo menos 30 dias de antecedência se quiser fazer grandes mudanças no prédio, como até mesmo demolir a estrutura.
Essa decisão judicial veio depois que Trump sugeriu que o centro cultural poderia ser derrubado. O presidente usa argumentos de que o prédio está em más condições e precisa de reformas, mas a suspeita é que a intenção real seria apenas colocar o seu nome na fachada da instituição.
- Proibido renomear: A justiça impediu que o nome de Trump fosse colocado na fachada do prédio sem permissão do Congresso.
- Justiça fiscal: Um juiz ordenou aviso prévio de 30 dias para qualquer mudança física no edifício, incluindo demolição.
- Foto polêmica: Trump foi fotografado no Air Force One lendo um material sobre a demolição do local.
- Consello controlado: O conselho da instituição é majoritariamente indicado por Trump, que também é o presidente do órgão.
- Apelo eleitoral: Streisand pediu que os eleitores votem nas eleições de meio de mandato em novembro.
Justiça impõe limites às mudanças do governo
O juiz Christopher Cooper explicou que a exigência de aviso prévio serve para evitar dúvidas e surpresas sobre o que está sendo feito no edifício. A direção do Kennedy Center, por sua vez, justifica que o fechamento temporário do local é necessário apenas por questões de segurança e por causa de problemas estruturais reais no prédio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o prédio está em condições ruins e citou problemas estruturais para defender uma ampla reforma, mas a mídia questiona se o motivo real é político e não técnico. A administração sustenta que precisa resolver riscos à segurança, enquanto críticos veem um golpe na memória histórica do país.A tensão aumentou muito após a divulgação de uma fotografia feita pelo fotógrafo Brendan Smialowski (AFP). Na imagem, Trump aparece dentro do Air Force One, o avião presidencial, olhando para um material onde se lê uma referência direta à demolição do Kennedy Center. A foto reacendeu o debate sobre a intenção real da administração americana.
Antes dessa foto, a Justiça já tinha bloqueado a ideia de colocar o nome de Trump na fachada sem a autorização do Congresso. O governo de Trump recorre dessa decisão, tentando forçar a implementação do novo nome do centro cultural.
História e herança do Kennedy Center
Na mesma mensagem, Barbra Streisand lembrou o público de onde veio a instituição. Depois que o presidente John F. Kennedy foi assassinado em 1963, o Congresso dos EUA decidiu que o antigo National Cultural Center viraria um 'memorial vivo' em honra a ele.
Inaugurado em 1971, o John F. Kennedy Center for the Performing Arts se tornou um dos palcos mais famosos do mundo. Por décadas, o lugar recebeu atores, músicos, cantores e bailarinos de todos os continentes, sendo um símbolo da cultura americana globalmente.
Streisand, que recebeu a homenagem 'Kennedy Center Honors' em 2008, disse que é 'doloroso' ver essa briga atual. Para ela, essa disputa mostra um desprezo pela importância das artes na sociedade e na vida democrática dos Estados Unidos, transformando um memorial de respeito em um terreno de barganha política.
A artista também questionou o fechamento do centro para reformas, que foi aprovado pelo conselho após a decisão judicial sobre o nome. A administração diz haver problemas estruturais, mas críticos veem isso como uma forma de parar as atividades artísticas antes que a população perceba as mudanças no lugar histórico.
Para terminar, Streisand pediu que os americanos participem das eleições legislativas que acontecerão em novembro. Sua declaração mostra claramente sua posição política contra as medidas da atual administração e a tentativa de personalizar o centro cultural em nome do presidente.

© Lusa





