A Justiça de Mato Grosso decidiu manter o processo contra oito acusados de integrar uma facção criminosa em Cuiabá. Entre eles, estão Eduardo Nunes de Jesus, conhecido como 'JB Bieber', e Jean Richard Garcia Lemes, o 'RD', que seria uma das lideranças do grupo. A defesa tentou anular a ação, mas o juiz entendeu que não houve erro e que as provas são válidas.
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter o andamento da ação penal contra oito acusados de integrar o Comando Vermelho. Entre os denunciados estão Eduardo Nunes de Jesus, conhecido como "JB Bieber" (que não tem relação com o cantor canadense), e Jean Richard Garcia Lemes, o "RD", apontado como uma das lideranças da organização criminosa.
- Quem são os réus: oito pessoas acusadas de participar de uma facção criminosa em Cuiabá.
- Líderes presos: "JB Bieber" e "RD" são os principais nomes do processo.
- Crimes: organização criminosa e associação para o tráfico de drogas.
- Decisão: o juiz negou o pedido da defesa para anular a ação.
- Próximos passos: a polícia e o Ministério Público terão prazos para entregar mais provas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o grupo age em Cuiabá. Além do crime de organização criminosa, Danilo Matheus Silva Lima, Rafael Vinicius Santos Cardoso e Gabriel Leque do Amaral também respondem por associação para o tráfico de drogas.
O caso de "JB Bieber"
Sobre a defesa de Eduardo Nunes de Jesus, o juiz rejeitou a alegação de que a denúncia era inválida por falta dos documentos originais que identificaram a linha telefônica do acusado. Segundo a decisão, o relatório da polícia já tinha as informações principais, o que permitiu que a defesa se preparasse. Mesmo assim, ele pediu que a polícia envie, em cinco dias, os ofícios da Denarc e da operadora Claro para que a defesa tenha acesso aos arquivos completos.
A situação de "RD"
Quanto a Jean Richard Garcia Lemes, o "RD", o juiz aceitou apenas parte do pedido da defesa. As acusações contra ele surgiram depois da análise de mensagens no celular de Danilo Matheus Silva Lima, apreendido em outra investigação. Nas conversas, Jean aparece como "Richard" ou "RD". O Ministério Público diz que ele era gerente da região, fornecia drogas e recolhia o dinheiro das vendas.
Como essas provas foram usadas na denúncia, o juiz entendeu que a defesa de "RD" tem o direito de acessar todo o material. Por isso, ele deu um prazo de 72 horas para o Ministério Público entregar os relatórios de extração de dados, laudos periciais e outras mídias.
O pedido para suspender o prazo da defesa até a conclusão das perícias dos celulares apreendidos depois foi negado. O juiz explicou que esses aparelhos não serviram para embasar a denúncia, então não há motivo para esperar. Ele também determinou a citação por edital de Aurélio Augusto Abreu Soares, que não foi encontrado.

Foto: Folhamax






