Facção criminosa mata menina de 14 anos após ela trocar de lado

Polícia Crime 18/08/2026 07:36 Da Redação - FOLHAMAX folhamax.com

Uma menina de 14 anos foi assassinada por uma facção criminosa em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso. Ela era integrante da facção e teria trocado de lado, o que motivou o crime. Ela já tinha sido apreendida por tráfico de drogas e ameaçava rivais.

A adolescente de 14 anos executada pelo Comando Vermelho (CV) em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, era conhecida como "faccionada mirim" e foi condenada à morte depois de abandonar o CV e se aliar ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Claudia Geovana Dourado de Oliveira, que já tinha sido presa por tráfico de drogas, também ameaçava outras garotas do grupo do qual fazia parte.

As informações foram divulgadas pelo delegado Arthur Almeida, responsável pelas investigações, durante entrevista na segunda-feira (17). Segundo ele, Claudia já tinha contato com criminosos, se envolveu com integrantes de facção e acabou sendo sentenciada pelo "Tribunal do Crime".

  • Claudia tinha 14 anos e era integrante de facção criminosa.
  • Ela trocou a facção Comando Vermelho pelo PCC.
  • A troca de lado e ameaças a rivais teriam motivado o crime.
  • Pelo menos seis pessoas participaram diretamente do assassinato.
  • A ordem para matar teria vindo de líderes da facção no Rio de Janeiro.

O delegado contou que, apesar da pouca idade, Claudia já se envolvia com o crime. "Ela teve alguns relacionamentos com faccionados e já foi apreendida por tráfico de drogas", afirmou. Depois de integrar inicialmente uma facção, ela decidiu mudar de lado.

A troca de facção teria sido o motivo do "decreto" de morte. "Em determinado momento, ela passou a fazer parte da facção rival, fazer sinais e ameaçar outras garotas do grupo anterior", explicou o delegado.

Segundo o delegado, a ordem para matar Claudia partiu de integrantes da facção escondidos no Rio de Janeiro. A investigação aponta que pelo menos seis pessoas participaram diretamente do crime.

"O Tribunal do Crime decidiu decretar a morte dela", disse Arthur.

Arrancada do Hotel

Claudia desapareceu no dia 6 de agosto, após ser sequestrada de um hotel em Lucas do Rio Verde. Câmeras de segurança registraram toda a ação.

De acordo com o delegado, três homens e uma mulher chegaram ao local em um carro. A mulher e um homem de boné branco entraram e ameaçaram o recepcionista para descobrir o quarto da adolescente.

Depois de descobrir o quarto, a mulher voltou ao carro e chamou outro homem, que usava boné preto. Ele entrou, tirou Claudia do quarto e a levou para o veículo.

"Depois que descobriram o quarto, a mulher chamou o outro participante. Ele retirou a adolescente e todos foram para uma região de mata, onde ela foi torturada", relatou o delegado.

O corpo foi encontrado na quinta-feira (13), em uma área de mata às margens da BR-163, na região de Sorriso, divisa com Lucas do Rio Verde. Claudia estava com as mãos amarradas, uma corda no pescoço e sinais de agressão. A causa da morte será confirmada pela perícia.

A polícia chegou aos suspeitos e descobriu que parte do grupo tentava fugir de Mato Grosso. Três envolvidos foram presos em uma ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), quando viajavam em um carro de aplicativo com destino ao Rio de Janeiro.

Eles saíram da rodoviária de Cuiabá e pretendiam chegar ao Rio, onde se encontrariam com outros membros da facção.

A abordagem ocorreu na BR-158, em Paranaíba (MS), depois que a delegacia de Lucas do Rio Verde repassou as informações à PRF.

A jovem de 22 anos, apontada como uma das envolvidas, teria contratado o transporte por aplicativo por R$ 1,5 mil. O plano fracassou antes de chegarem ao Rio.

"Eles passaram as ordens para os indivíduos que estão aqui. Temos pelo menos sete suspeitos ou envolvidos", afirmou Arthur.

Antes disso, um homem suspeito de transportar a adolescente já tinha sido preso em flagrante. Ele estava com o Fiat Mobi usado na ação e alegou ser motorista de aplicativo. A polícia pediu a prisão preventiva dos outros suspeitos.

A investigação aponta que o crime não foi decidido apenas pelos criminosos que aparecem nas imagens. Segundo Arthur, líderes da facção no Rio teriam determinado a execução e repassado a ordem para criminosos em Lucas do Rio Verde.

"Temos pelo menos seis pessoas envolvidas diretamente. Não são só as que aparecem nas imagens. A liderança do Rio de Janeiro fez o decreto", informou.


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