Justiça manda reintegrar ex-vereador Tiago Vargas à Polícia Civil

Polícia Justiça 19/08/2026 09:31 Acir Pauta Diária pautadiaria.com.br

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu que Tiago Vargas, ex-vereador de Campo Grande, deve voltar ao cargo de investigador da Polícia Civil. A demissão dele foi anulada porque o processo usado para puni-lo tinha erros e uma prova considerada suspeita.

A Justiça de Mato Grosso do Sul confirmou que Tiago Vargas, ex-vereador de Campo Grande, deve voltar a trabalhar como investigador da Polícia Civil. A demissão dele foi anulada porque o processo administrativo que o puniu teve problemas e uma prova importante foi considerada inválida.

O governo do estado tentou derrubar a decisão que anulou o processo disciplinar contra Tiago Vargas. A Procuradoria-Geral do Estado pediu que a Justiça suspendesse a decisão e mantivesse a demissão, mas os juízes rejeitaram o pedido por unanimidade.

  • Tiago Vargas é ex-vereador de Campo Grande e também policial civil.
  • Ele foi demitido em 2019 após um processo disciplinar.
  • A Justiça anulou o processo por causa de um laudo médico considerado suspeito.
  • O laudo foi usado para justificar a demissão, mas depois foi questionado pelo Conselho Regional de Medicina.
  • Agora, ele deve voltar ao cargo de investigador, a menos que haja outro impedimento.

Os desembargadores rejeitaram o pedido do governo.

Demissão foi questionada na Justiça

Tiago Vargas recorreu da decisão da 3ª Vara de Fazenda e de Registros Públicos de Campo Grande. Ele afirmou que os processos disciplinares contra ele foram uma perseguição política por causa das críticas que fez à administração estadual.

A defesa também apontou irregularidades no processo, como falta de defesa, desvio de finalidade e uso de provas ilegais ou tendenciosas.

Um dos pontos mais importantes foi o laudo médico usado no processo. Segundo Vargas, o documento foi produzido de forma inadequada e depois questionado no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS).

Laudo médico pesou na decisão

No julgamento, o relator, desembargador Marcelo Raslan, disse que o laudo usado para justificar a demissão foi questionado no CRM-MS.

O procedimento ético reconheceu que o médico perito agiu de forma inadequada durante a avaliação, causando reações emocionais fortes e ferindo a dignidade de Tiago.

Para Raslan, isso comprometeu a confiabilidade da prova técnica usada no processo.

Ele disse que, se a demissão foi baseada em um laudo com problemas, não há segurança para afirmar que Vargas é incompatível com a carreira policial.

PAD foi considerado nulo

O relator explicou que a decisão não reavalia o mérito da punição, mas reconhece que uma das principais provas tinha um erro que comprometeu a motivação do ato.

Com isso, a Câmara anulou o processo disciplinar nº 012/2019/CGPC/MS e a demissão dele.

A decisão determina que Tiago Vargas volte ao cargo de investigador, com todos os direitos, a menos que haja outro impedimento.

O acórdão também permite que a administração pública abra um novo processo, se quiser, desde que respeite as regras de defesa e use provas válidas.

A decisão foi seguida pelos desembargadores Alexandre Branco e João Maria Lós.

Com isso, fica mantido o entendimento que anulou a demissão e abriu caminho para o retorno de Tiago à Polícia Civil.


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