Funcionário da Caixa é investigado por fraudar clientes em Canarana

Polícia Fraude 05/11/2026 19:11 G1 MT via Araguaia Notícia araguaianoticia.com.br Canarana MT

A Polícia Federal deflagrou a Operação Chave Mestra nesta quinta-feira (5) contra um funcionário da Caixa Econômica Federal. O suspeito é investigado por usar seu cargo para desbloquear cartões sem permissão, alterar senhas e fazer saques e compras indevidos. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão e aponta indícios de tentativa de sabotar câmeras de segurança para dificultar as apurações.

Um funcionário da Caixa Econômica Federal foi alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira (5), durante a Operação Chave Mestra, que investiga suspeitas de golpes e fraudes bancárias em uma agência de Canarana, a 650 km de Cuiabá. A identidade do suspeito não foi divulgada.

A investigação apontou que o funcionário teria se aproveitado do cargo para cadastrar e solicitar senhas, desbloquear cartões bancários sem autorização dos titulares, além de realizar saques, compras e transferências não reconhecidos pelas vítimas.

  • Operação Chave Mestra visa combater fraudes bancárias na agência de Canarana (MT).
  • Suspeito é funcionário da Caixa Econômica Federal.
  • Ele desbloqueava cartões e alterava senhas sem permissão dos clientes.
  • PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão no Mato Grosso.
  • Indícios apontam tentativa de interferência nas câmeras de segurança.

Investigação detalha o uso indevido do cargo

Segundo a Polícia Federal, o investigado utilizava seu acesso privilegiado aos sistemas do banco para executar operações ilícitas. Isso incluiu a alteração de dados cadastrais, o que permitia que ele contornasse as barreiras de segurança e movimentasse dinheiro de terceiros. As vítimas só perceberam as fraudes ao verem lançamentos desconhecidos em suas contas.

Em nota, a Caixa informou que atua em conjunto com a Polícia Federal e contribui com órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes. O banco ressaltou que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos.

Ordens judiciais e prejuízos

Durante a operação, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao investigado. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal em Barra do Garças.

Ainda conforme a PF, a extensão dos prejuízos está sendo apurada. A investigação aponta que vários clientes foram vítimas das movimentações irregulares e não está descartada a identificação de outras pessoas prejudicadas.

Obstrução de provas

A apuração também identificou indícios de uma possível tentativa de dificultar as investigações, por meio de interferência no sistema de videomonitoramento da agência bancária. Os fatos são investigados, inicialmente, como crimes de peculato, furto e inserção de dados falsos em sistema de informações.


Chama no Zap

(66) 98408-0740