O deputado federal José Medeiros (PL-MT) reagiu duramente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar classificou a medida como "perseguição política" e exigiu uma "resposta firme" do Congresso Nacional.
Medeiros previu dificuldades para os atuais atores do Judiciário após 2026, com a possível formação de uma maioria parlamentar. "O senhor [Moraes] vai perder o cargo, vai ser cassado. O senhor não está cumprindo a Constituição", afirmou, acusando o ministro de agir fora dos limites constitucionais.
O deputado ainda acusou o STF de provocar uma crise institucional e de gerar insegurança jurídica, com impactos diretos na economia. Ele criticou a postura do presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e a inércia do Senado diante das decisões do Supremo. "O Senado está de cócoras. O presidente do Congresso é inerte", declarou.
Além da questão interna, Medeiros conectou a situação às recentes tensões com os Estados Unidos, após sanções comerciais impostas ao Brasil por supostas violações democráticas. Ele classificou a carta do presidente do STF, ministro Barroso, ao governo americano como "sofrível".
Para Medeiros, a imparcialidade do STF no julgamento de Bolsonaro é questionável, citando ligações políticas de membros como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Flávio Dino com o governo Lula. "Qual a possibilidade de um julgamento justo numa situação dessa?", indagou.
O parlamentar também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que "o Lula não tem tamanho intelectual nem estatura como presidente da República".
Por fim, Medeiros defendeu a aprovação imediata da anistia para os investigados nos atos de 8 de janeiro e sugeriu que o Congresso interceda para a retirada das sanções americanas. "Ou atendem o que os Estados Unidos estão pedindo ou atendem. Não tem jogada", concluiu.






