Assis acusa Lula de >birra diplomática> e cobra diálogo direto com Trump para reverter tarifaço

Politica 12/08/2025 08:40

Desde a semana passada, passou a vigorar nos Estados Unidos um decreto da Casa Branca que adiciona uma tarifa de 40% sobre produtos importados do Brasil, elevando a carga tributária para até 50%

O deputado federal Coronel Assis (União) criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não buscar uma articulação direta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar reverter o tarifaço imposto aos produtos brasileiros. A sobretaxa, que já atinge 50% em alguns casos, foi classificada pelo parlamentar como uma medida que afeta diretamente a população mais vulnerável.

“A sociedade está passando a sentir isso, porque infelizmente hoje nós temos um Governo Federal que está pouco se lixando com aquele cidadão final, lá da ponta”, declarou Assis, em entrevista à rádio Capital FM.

 

Desde a semana passada, passou a vigorar nos Estados Unidos um decreto da Casa Branca que adiciona uma tarifa de 40% sobre produtos importados do Brasil, elevando a carga tributária para até 50%. Ainda que Mato Grosso não esteja entre os estados mais afetados, o setor madeireiro já manifesta preocupação com possíveis prejuízos.

 

Assis ironizou a conduta do presidente Lula diante do cenário e comparou a ausência de diálogo com Trump a um comportamento imaturo. “Parece que a gente vive em uma guerrinha de birrinha de escola, de quarta série, onde a pessoa não quer falar com a pessoa que precisa falar”, disparou.

Para o parlamentar, o Governo Federal tem se omitido e se escondido atrás de narrativas, ao afirmar que os Estados Unidos estariam se negando a negociar. Ele citou uma declaração recente de Trump como contraponto à versão oficial brasileira. “O próprio presidente Trump disse que está aberto a falar com o presidente Lula quando ele quiser”, afirmou.

Ainda segundo Assis, o envio de senadores para tratar do tema nos Estados Unidos foi uma medida ineficaz, já que a responsabilidade de negociar esse tipo de questão é do Poder Executivo. “Senadores foram negociar, mas não é o foro competente para fazer essa discussão. Isso tem que ser o Poder Executivo, então a responsabilidade nessa negociação diplomática é do Governo Federal, da diplomacia brasileira, que com certeza faz isso muito bem. Se não faz, é porque não quer”, concluiu.


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