O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai, disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, será considerado inimigo dos trabalhadores se não der início à votação da proposta que reduz a jornada de trabalho para 6 horas diárias, conhecida como 6x1. Alcolumbre rebateu, afirmando que não aceita ameaças e que a decisão sobre a pauta é dele, não de ultimatos políticos.
O deputado Pedro Uczai, que é o líder do PT na Câmara, disse que o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, será tratado como inimigo dos trabalhadores se não colocar para votar a proposta que muda a jornada de trabalho para 6 horas por dia, com 1 dia de folga, conhecida como 6x1. A declaração foi dada nesta terça-feira, 7 de julho de 2026.
Uczai afirmou: "Vamos dar uma trégua para o Davi Alcolumbre nessa semana. Se até semana que vem ele não encaminhar a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça, vamos elegê-lo como inimigo também... Inimigo dos trabalhadores e da pauta". A fala foi na chegada de uma reunião de líderes da Câmara.
- O PT quer que o Senado vote a redução da jornada de trabalho para 6 horas diárias, modelo 6x1.
- Davi Alcolumbre, presidente do Senado, está segurando a proposta e diz que não pode ser apressado.
- Alcolumbre rebateu as ameaças do PT, afirmando que não aceita ultimatos ou pressões políticas.
- A proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados no dia 27 de maio de 2026.
- O senador disse que a decisão sobre a pauta é uma prerrogativa constitucional dele, não de ameaças.
Em resposta, a Presidência do Senado divulgou uma nota oficial. Nela, Alcolumbre diz que "esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado" e que a definição da pauta e da tramitação das matérias "não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais".
Davi Alcolumbre também afirmou que a decisão sobre o que será votado é uma prerrogativa constitucional do presidente do Senado. Ele acrescentou que qualquer tentativa de constranger a condução dos trabalhos da Casa representa uma afronta à independência entre os Poderes.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que modifica a jornada de trabalho no país foi aprovada no dia 27 de maio pela Câmara. Desde então, ela espera ser enviada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para começar a tramitação no Senado. Alcolumbre vem segurando o envio e afirma que o Senado não pode analisar o tema de forma apressada.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado





