O ex-ministro Aldo Rebelo, que foi preterido pelo partido Democracia Cristã (DC) como candidato, agora vai coordenar a campanha de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República. A decisão foi tomada após uma reunião em São Paulo.
BRASÍLIA - Depois de ser deixado de lado pelo partido Democracia Cristã (DC) para concorrer à Presidência, o ex-ministro Aldo Rebelo aceitou o convite para ser o coordenador político da campanha de Ronaldo Caiado (PSD). O convite foi feito pelo próprio Caiado, que já foi governador de Goiás, e pelo presidente nacional do PSD, que também é candidato a vice-presidente.
- O ex-ministro Aldo Rebelo agora coordena a campanha de Ronaldo Caiado.
- Ele foi preterido pelo DC, que escolheu outro candidato.
- O convite foi feito pelo próprio Caiado e pelo presidente do PSD.
- A reunião que definiu o cargo aconteceu em São Paulo.
- A campanha de Caiado quer ampliar o diálogo com a sociedade.
A nota oficial da campanha diz que a escolha de Aldo Rebelo faz parte de uma estratégia para conversar com diferentes grupos da sociedade e reunir pessoas com experiência para criar propostas para o país.
No último domingo, dia 26 de julho, Aldo Rebelo participou da convenção nacional do PSD, que oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado. Lá, ele fez um discurso defendendo um projeto de desenvolvimento e soberania para o Brasil.
O caminho de Aldo Rebelo até a coordenação
No começo do ano, o partido Democracia Cristã havia lançado Aldo Rebelo como pré-candidato à Presidência. Mas ele enfrentava dificuldades nas pesquisas de intenção de voto, com menos de 1% das menções.
Em maio, o DC anunciou a pré-candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e decidiu expulsar Aldo do partido, depois que ele criticou o presidente nacional do partido, João Caldas.
O ex-ministro insinuou que Caldas o teria trocado por Barbosa para se proteger de uma investigação contra ele e seu filho no STF. Em entrevista, Aldo disse: "Como eu tenho uma posição muito crítica em relação ao STF, ele foi atrás de um ex-ministro para mostrar que não concorda comigo."
Joaquim Barbosa acabou desistindo da candidatura, e o DC lançou a advogada Clariana Barão como candidata à Presidência nas eleições deste ano.

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