Pesquisa mostra Flávio Bolsonaro e Lula empatados no segundo turno

Politica Eleições 10/09/2026 15:43 Jovem Pan jovempan.com.br

Nova pesquisa aponta empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula em simulação de segundo turno para a presidência da República

Uma nova pesquisa realizada pela Atlas em parceria com a Bloomberg, divulgada em setembro, indica que há um empate técnico entre Flávio Bolsonaro, do partido PL, e o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, caso haja uma disputa de segundo turno para a presidência do país.

Os números mostram que Flávio Bolsonaro aparece ligeiramente à frente com 46,4% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%. A diferença entre eles é de apenas 0,2 ponto percentual, o que significa que, considerando a margem de erro da pesquisa, ambos estão praticamente no mesmo nível.

Resumo dos principais pontos da pesquisa:

  • Flávio Bolsonaro possui 46,4% das intenções de voto contra 46,2% de Lula;
  • O resultado configura um empate técnico dentro da margem de erro de 1 ponto porcento;
  • Flávio cresceu 3,8 pontos percentuais em relação ao levantamento de agosto;
  • Lula caiu 0,9 ponto porcento, uma variação considerada estatisticamente nula;
  • A pesquisa ouviu 5.000 pessoas entre 4 e 9 de setembro de 2026.

Ao comparar os resultados de setembro com os de agosto, observa-se que Flávio Bolsonaro teve um avanço significativo, passando de 42,6% para 46,4%, um aumento de 3,8 pontos. Já a intenção de voto de Lula oscilou de 47,1% para 46,2%, uma queda de 0,9 ponto, também dentro do limite de erro aceitável. Além disso, a soma dos votos em branco, nulos ou de quem não soube responder diminuiu, caindo de 10,3% para 7,4% no mesmo período.

Outros cenários simulados para o segundo turno

A análise da pesquisa também contempla outras possíveis disputas de segundo turno envolendo o presidente Lula. Em uma dessas simulações contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, também há empate técnico. Zema aparece com 46,2% das intenções, enquanto Lula tem 46%. Neste caso, 7,7% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou não souberam opinar.

O cenário contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, também apresenta um empate numérico exato, com ambos os candidatos marcando 45,7% das preferências. Os votos inválidos e indecisos somam 8,6% nessa simulação. Já frente ao filósofo Augusto Cury, do Avante, Lula tem uma vantagem consistente de 43,8% contra 41,1% de Cury. A diferença de 2,7 pontos é superior à margem de erro, indicando uma liderança estatisticamente válida para o presidente, com 15,2% dos eleitores declarando branco, nulo ou sem conhecimento.

A maior vantagem registrada para o presidente Lula ocorre quando o confronto é com Renan Santos, do partido Missão. Nesse caso, Lula alcança 46% dos votos, enquanto Renan soma 33,8%, uma diferença de 12,2 pontos percentuais. Os votos brancos, nulos ou indecisos são a maioria relativa com 20,2% dos respondentes nesse cenário específico.

O levantamento da Atlas/Bloomberg coletou opiniões de 5.000 pessoas entre os dias 4 e 9 de setembro. A margem de erro utilizada é de um ponto porcento para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01452/2026, garantindo a validade oficial dos dados coletados para fins de monitoramento eleitoral.

Rejeição e outros fatores

Embora o foco principal seja a intenção de voto, é válido notar que a rejeição também figura como um fator relevante nestes cenários simulados. A pesquisa anterior correlacionada indicava índices de rejeição significativos para ambos os principais concorrentes, o que pode influenciar a decisão de eleitores indecisos ou aqueles que optam por votos em branco ou nulos, grupos que continuam representando uma fatia considerável do eleitorado em alguns dos cenários testados.

Esses números refletem o momento político do Brasil em 2026, onde a disputa entre figuras centrais da política nacional permanece acirrada, exigindo atenção das campanhas eleitorais nas estratégias de comunicação e mobilização da base de apoio para converter essas pequenas vantagens estatísticas em maioria consolidada até o dia da votação.


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