Professor do Araguaia quer levar para Brasília ideia de centros especializados que cuidem das crianças e adolescentes que se envolvem com drogas, com atendimento adequado à idade e apoio às famílias.
Quando uma criança ou adolescente se envolve com drogas, muitas famílias sentem dificuldade para saber onde procurar ajuda. Um dos maiores problemas é não saber onde encontrar atendimento adequado à idade da pessoa. A criação de estruturas especializadas para esse grupo é uma das propostas que o professor Sivirino pretende levar até a capital federal, em Brasília.
A ideia é buscar recursos do governo federal para montar centros regionais que ofereçam acompanhamento especializado. Esses espaços reuniriam profissionais de áreas diferentes, como assistência social, psicologia, saúde e educação. No município do Araguaia, a proposta é que unidades de referência possam atender vários municípios ao mesmo tempo, evitando que cada cidade precise manter uma estrutura completa por conta própria.
"Tem mãe que chega e pergunta o que fazer quando percebe que o filho, com 12 ou 13 anos, começou a usar drogas. Precisamos ter um lugar preparado para acolher essa criança, esse adolescente e também a família, antes que a situação se agrave", afirma o professor Sivirino.
O modelo defendido busca diferenciar o atendimento destinado a crianças e adolescentes daquele oferecido a adultos. Isso respeita as necessidades específicas de cada faixa etária e também trabalha o fortalecimento dos vínculos familiares, ou seja, dos laços entre pai, mãe e filhos.
Para o professor Sivirino, a ação do governo precisa oferecer caminhos antes dessas crianças e adolescentes terem suas oportunidades reduzidas.
"É dar uma segunda chance para quem, muitas vezes, ainda nem teve a primeira. Precisamos acolher, tratar e criar condições para que eles possam construir outro caminho", define.
O que o professor propõe
A proposta aponta para atendimento mais humanizado e com atenção a cada caso, com foco em prevenção, tratamento e apoio emocional às famílias.
- Atendimento especializado para crianças e adolescentes envolvidos com drogas.
- Centros regionais que atendam várias cidades ao mesmo tempo.
- Profissionais de áreas como assistência social, psicologia, saúde e educação.
- Trabalho com o fortalecimento dos laços familiares.
- BuscA de recursos federais para implantar as unidades.
Uma segunda chance
De acordo com o professor, o atendimento precisa começar cedo para evitar que essas pessoas percam suas oportunidades de vida.
- Intervenção antes que os problemas se agravem.
- Escolhas melhores possíveis a partir de acompanhamento adequado.
- Redução do impacto dasdrogas na vida de jovens e famílias.
- Suporte às responsabilidades dos responsáveis sobre a proteção dos menores.
- Condições para que o acolhimento funcione na prática, no cotidiano.

Professor Sivirino defende atendimento especializado para crianças e adolescentes envolvidos com drogas.





