Juíza do TRE-DF determina a suspensão imediata do jogo virtual '?Defende Seu DF?', ligado à campanha de Bia Kicis (PL). A decisão ocorre após a candidata do PT, Érika Kokay, apontar que o game fazia associações negativas e ofensivas a sua imagem durante as fases do jogo. A plataforma foi retirada do ar para evitar danos irreversíveis antes das eleições de 2026, com a campanha de Bia Kicis ainda no processo.
A Justiça Eleitoral suspendeu o jogo virtual Defende Seu DF, uma ferramenta digital criada para divulgar a candidatura de Bia Kicis (PL) ao Senado pelo Distrito Federal. A medida liminar foi determinada pela juíza Gilda Sigmaringa, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), após uma representação feita pela candidata Érika Kokay (PT), que é concorrente na mesma disputa.
A representação destacou que o jogo usava mecânicas interativas para apresentar críticas diretas à candidatura de Érika Kokay. Na fase inicial, chamada de O Teste do Bolso e ambientada em uma feira de rua em Ceilândia, a imagem da candidata do PT aparecia conectada à expressão Mais Impostos, criando uma associação negativa com a figura pública dela.
- A Justiça suspendeu o jogo 'Defende Seu DF' ligado a Bia Kicis.
- O jogo associava Érika Kokay à criação de impostos em uma fase interativa.
- A juíza Gilda Sigmaringa considerou a ação ofensiva e potencialmente danosa.
- Bia Kicis foi mantida no processo por promover a candidatura.
- O caso ocorre na disputa pelas duas vagas do DF no Senado em 2026.
A acusação de associação negativa com impostos
Para Érika Kokay, essa associação no jogo atribuía a ela uma imagem destrutiva perante os eleitores, ligando diretamente sua pessoa à criação ou aumento de impostos e à retirada de dinheiro dos trabalhadores. A candidata do PT viu na mecânica do jogo uma tentativa de difamação disfarçada de entretenimento digital.
Ao analisar o pedido, a magistrada reconheceu que a crítica política é protegida pela liberdade de expressão e faz parte do debate eleitoral. No entanto, o entendimento foi de que a forma utilizada pela plataforma ultrapassou os limites permitidos, especialmente pelo caráter interativo do jogo que envolvia o jogador de maneira ativa nas críticas.
Na avaliação da juíza, a aplicação não apenas apresentava uma opinião, mas estabelecia uma associação visual e nominal clara entre a candidata adversária e elementos que deveriam ser destruídos pelo jogador. Essa dinâmica foi vista como uma violação dos direitos da personalidade da concorrente.
Motivação da suspensão e proteção à imagem
A decisão também levou em consideração o momento em que o conteúdo estava circulando. Para a magistrada, a proximidade da votação poderia amplificar os efeitos da divulgação e provocar danos de difícil reversão caso a plataforma permanecesse disponível na internet durante a reta final da campanha.
Campanha de Bia Kicis permanece no processo
A decisão manteve Bia Kicis no polo passivo da representação. A justificativa foi de que o jogo promovia diretamente sua candidatura, ainda que o CNPJ da campanha não aparecesse formalmente como o responsável legal pela aplicação digital.
Além da retirada imediata do conteúdo, a Justiça Eleitoral determinou a preservação dos registros e dados relacionados ao jogo. Esse material poderá ser utilizado futuramente para esclarecer quem participou da criação, divulgação e eventual impulsionamento da plataforma, responsabilizando os envolvidos.
A campanha de Bia Kicis recebeu um prazo de dois dias para apresentar manifestação. A decisão é liminar, ou seja, temporária, e o mérito da representação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral em julgamento definitivo.
O caso ocorre em meio à disputa pelas duas cadeiras do Distrito Federal no Senado nas eleições de 2026, que reúne candidaturas de diferentes campos políticos. Bia Kicis e Érika Kokay estão entre as deputadas federais que disputam uma vaga na Casa, tornando a questão relevante para o pleito.

Imagem: Reprodução






