No debate, o presidente Lula criticou a condução da pandemia e questionou o rival sobre o SUS. Flávio Bolsonaro admitiu que a saúde não teve os melhores resultados durante o governo do pai, citando a nova doença e a compra de vacinas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) admitiu, durante o debate Band/Estadão deste domingo, que a saúde não foi a área que apresentou os melhores resultados no governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar a forma como a pandemia de covid-19 foi conduzida e questionar diretamente o adversário sobre seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS).
"De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea culpa", afirmou Flávio. O senador ressaltou que a administração enfrentou dois anos de uma pandemia causada por uma doença nova, a qual, segundo ele, ninguém sabia exatamente como combater. "O Bolsonaro deu o seu melhor", disse.
- Mea Culpa: Flávio admitiu que a saúde não teve os melhores resultados na gestão do pai.
- Crítica de Lula: O presidente cobrou a escuta da ciência e criticou a falta de vacinas e oxigênio.
- Defesa das Vacinas: Flávio ironizou o rival ao afirmar que foi seu pai quem comprou as vacinas.
- Propostas de Flávio: Senador prometeu renegociar dívidas com carência e criar Ministério da Prosperidade.
- Ações de Lula: Presidente citou a ampliação do programa Mais Médicos e a recuperação de hospitais federais.
Na sequência, Flávio citou a compra de vacinas durante a gestão do ex-presidente e fez uma ironia direcionada ao atual chefe do Executivo. "O Lula tomou vacina, né Quem comprou vacina O presidente Bolsonaro. Tem Bolsonaro dentro do Lula", declarou. A fala teve como objetivo associar o benefício das vacinas ao governo anterior.
Debates sobre a Pandemia e o SUS
Por sua vez, Lula havia afirmado que o governo anterior deveria ter ouvido a ciência e os médicos, evitado a falta de vacinas e de oxigênio e não recomendado o uso de cloroquina. O petista atribuiu à condução da crise sanitária parte das mortes por covid-19 registradas no País. "Vocês não gostam do SUS", perguntou o presidente aos adversários.
Na réplica, o presidente defendeu a ampliação do programa Mais Médicos e afirmou que sua gestão trabalha para recuperar os seis hospitais federais do Rio de Janeiro. Além disso, disse que o governo busca garantir o diagnóstico e o início do tratamento de câncer em até 30 dias. "Estamos caminhando para chegar nesse ponto no Brasil", assegurou Lula.
Propostas Econômicas de Flávio Bolsonaro
Ao retomar a palavra, Flávio passou a apresentar propostas para a renegociação de dívidas. O senador prometeu que, em um eventual governo, haverá carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas, além da oferta de crédito barato e de longo prazo. Ele também voltou a defender a criação de um Ministério da Prosperidade como parte de seu plano de governo.






