Vereador renuncia e deixa Câmara de Cuiabá com um assento vago

Politica Cuiabá 19/10/2026 14:31 Folhamax folhamax.com Cuiabá MT

Antônio Lemes renunciou ao cargo de vereador de Cuiabá após suposta pressão política, deixando a Casa com 26 parlamentares e uma cadeira vagante até novembro.

O suplente de vereador Antônio Lemes de Paula (PSD) oficializou a renúncia ao mandato na Câmara Municipal de Cuiabá. O pedido foi publicado na Gazeta Municipal desta sexta-feira (16), com saída prevista a partir desta segunda-feira (19).

A decisão ocorre em meio a uma polêmica envolvendo o vereador titular da cadeira, Jefferson Siqueira, a quem Lemes acusou de pressioná-lo politicamente para deixar o cargo antes do prazo previsto. Com a renúncia, a cadeira ficará vaga até 13 de novembro, quando termina a licença de Jefferson. Misael Galvão (PSD), próximo na lista de suplência, não pretende assumir porque está envolvido na reconstrução do Shopping Popular, e Dito Labamba também foi descartado.

  • Antônio Lemes renunciou ao mandato de vereador em Cuiabá por interesse particular.
  • A cadeira ficará vaga até 13 de novembro, data do fim da licença do titular Jefferson Siqueira.
  • O suplente Misael Galvão recusou o cargo para focar em projetos do Shopping Popular.
  • Houve alegação de pressão política relacionada à eleição da presidência da Câmara.
  • A presidente Paula Calil garantiu que o quórum da Casa não será afetado.

Assento vago na Câmara de Cuiabá

A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), afirmou que o curto período de vacância não deve prejudicar o quórum da Casa. No documento encaminhado à presidente da Câmara, Antônio justificou a decisão por interesses particulares e declarou que a renúncia foi tomada de forma livre, consciente e espontânea.

Ele também pediu que o pedido fosse registrado oficialmente pela Casa, com as providências legais necessárias. A saída, no entanto, não acontece sem desgaste nos bastidores do Legislativo cuiabano.

Acusações de pressão política

Na semana passada, Lemes já havia anunciado que deixaria o mandato e, horas depois de apresentar a carta, apontou uma suposta pressão política envolvendo a disputa pela presidência da Câmara. Segundo o suplente, o impasse começou durante as articulações para a eleição da nova Mesa Diretora.

Ele afirmou que Jefferson queria que ele votasse em Ilde Taques (Podemos), candidato à presidência da Casa. Lemes, porém disse que decidiu apoiar o grupo de Paula Calil após negociar encaminhamentos para demandas de comunidades de Cuiabá. A escolha teria provocado cobranças para que antecipasse a saída do Legislativo.

Ao comentar o episódio, Antônio afirmou que se sentiu pressionado pelo vereador titular, mas fez questão de diferenciar a situação de uma ameaça. Não chegou a ser ameaça. São pressões de diálogo, pressão política, declarou.


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