O ex-membro do Pink Floyd, Roger Waters, publicou um vídeo pedindo que os brasileiros votem em Lula no segundo turno. Ele criticou Flávio Bolsonaro, alertou para supostos interesses dos EUA na Amazônia e homenageou Marielle Franco.
Roger Waters, cofundador do Pink Floyd, decidiu intervir no debate político brasileiro e declarou seu apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração veio através de um vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (20), onde o músico britânico não apenas defendeu o atual presidente, mas também lançou críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno. O artista usou a plataforma para convocar os eleitores brasileiros a comparecerem às urnas no próximo domingo (25).
- O que o rock disse: Roger Waters criticou a aliança entre Flávio Bolsonaro e os EUA, citando riscos à Amazônia.
- O apelo ao voto: O músico pediu que a abstenção caia para zero, buscando um comparecimento de 90% a 100% dos eleitores.
- Defesa de Lula: Waters afirmou ter olhado nos olhos de Lula e garantiu que ele é um homem honesto que trabalha pelo povo.
- Homenagem à memória: No fim do vídeo, ele homenageou a vereadora assassinada Marielle Franco, pedindo voto em sua homenagem.
- Antecedentes: Em 2023, o britânico já tinha visitado Lula no Palácio do Planalto, mostrando afinidade prévia com o governo.
Carinho pelo Brasil e críticas à família Bolsonaro
Na gravação, Waters expressou um carinho especial pelo Brasil, justificando esse sentimento com as várias apresentações que já realizou no país ao longo de sua carreira musical. No entanto, o tom do vídeo se tornou agressivo quando ele se voltou para a família do ex-presidente. O músico dirigiu ataques pessoais a Flávio Bolsonaro e criticou fortemente o que classificou como uma aliança perigosa entre o senador e o governo dos Estados Unidos.
Ao detalhar suas preocupações, o artista sugeriu que interesses americanos poderiam ameaçar os recursos naturais brasileiros. Ele citou especificamente a Floresta Amazônica e as reservas minerais do país como alvos potenciais. Além disso, mencionou a família do presidente americano Donald Trump e Jared Kushner, associando essas figuras a uma suposta ameaça sobre a soberania e a natureza do Brasil.
Justificativa do apoio e apelo para mobilização massiva
Ao explicar por que apoia a candidatura de Lula, o músico revelou que já conhece o presidente pessoalmente e deposita grande confiança no seu caráter. "Olhei nos olhos dele. É um homem honesto. É um homem que trabalhou para vocês a vida inteira, e vocês deveriam deixá-lo continuar trabalhando para vocês", declarou Waters, estabelecendo uma conexão pessoal e ética com o político brasileiro.
Um dos focos principais do pronunciamento foi a mobilização dos eleitores para garantir alta participação no segundo turno. Waters defendeu que o comparecimento às urnas alcance índices muito altos, citando números de 90%, 95% ou até mesmo 100%. Para reforçar esse apelo de civismo, ele pediu que os brasileiros ajudem parentes com dificuldades de locomoção a ir votar, enfatizando a importância do voto de cada cidadão.
Homenagem a Marielle Franco e histórico de relações com Lula
No encerramento do vídeo, Waters trouxe à tona a memória de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro que foi assassinada em março de 2018 junto com seu motorista, Anderson Gomes. A homenagem serviu como um lembrete do combate à impunidade e da importância da justiça na política brasileira.
"Eles mataram minha amiga Marielle Franco. Eles a assassinaram. Vocês se lembram disso Eu me lembro. Nunca vou esquecer. Por Marielle Franco, votem no domingo. Votem em Lula", declarou o músico, transformando a dor pela perda de uma aliada em um chamado direto para o voto.
Essa intervenção não é inédita no histórico político do britânico em relação ao Brasil. Em 2022, Roger Waters já havia enviado uma mensagem em vídeo para um evento da campanha de Lula. Posteriormente, em outubro de 2023, ele foi pessoalmente recebido pelo presidente no Palácio do Planalto, consolidando a aproximação entre o artista e o governo brasileiro antes das eleições de 2026.

© Jim Dyson/Getty Images






