Governo de Mato Grosso reorganiza a máquina pública para gastar menos

Politica Reforma 22/10/2026 11:05 RDNews / Araguaia Notícia araguaianoticia.com.br

O governador Otaviano Pivetta prepara uma reforma administrativa para simplificar processos, reduzir custos e aumentar a eficiência, sem necessariamente cortar secretarias, mas centralizando serviços como compras e engenharia.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) está preparando uma nova reforma administrativa para reorganizar a estrutura do Governo de Mato Grosso. O objetivo principal é reduzir a burocracia e melhorar o uso dos servidores de carreira. Um grupo de cerca de 10 técnicos do próprio Estado está trabalhando no plano, que deve ser apresentado ao governador até o fim da próxima semana.

Em uma entrevista coletiva na quarta-feira (21), Pivetta declarou que ainda não tomou a decisão final sobre reduzir o número de secretarias. A possibilidade está sendo analisada, mas o foco parece ser a reorganização interna, unindo equipes e centralizando serviços comuns, como compras, engenharia e assessoria jurídica.

  • A reforma visa centralizar serviços como compras e engenharia para evitar duplicidade de custos.
  • O governador quer um organograma mais vertical, com menos burocracia e mais uso de servidores de carreira.
  • Haverá perda de cerca de R$ 1,5 bilhão por ano em receita a partir de 2027 devido a mudanças no Fethab.
  • Alguns cargos de confiança podem ser extintos ou substituídos, mas não há previsão de demissão em massa.
  • O plano inclui também revisão da frota de veículos e simplificação de processos administrativos.

Reorganização interna e centralização de serviços

É possível que a gente mantenha o número de secretarias, mas com um organograma mais vertical, com menos burocracia, menos gente, trabalhar mais com os quadros do Estado, que já são de carreira, afirmou Pivetta. A proposta não busca apenas mudar nomes, mas sim reduzir custos de fato e aumentar a eficiência, diferente de mudanças que apenas alteram a nomenclatura sem mudar a estrutura.

Muitas vezes, tem essas medidas que são muito midiáticas, de corta, corta, corta, mas mantém o número de pessoas, mantém os gastos. Só diminui as nomenclaturas, mas mantém a mesma estrutura, criticou o governador, destacando a necessidade de uma transformação real na administração.

Estratégias de integração e sinergia

Uma das medidas centrais é a integração de equipes que atualmente trabalham separadamente em diferentes secretarias. A ideia é compartilhar profissionais para evitar estruturas duplicadas. Uma central de compras, uma central de engenharia, coisas que vocês fariam nas empresas de vocês, nós faremos aqui no Estado. Mas equipamentos são os mesmos. Conhecimento todos têm, né Colocar todos os jornalistas numa sala, muito provavelmente sairão perguntas muito mais criativas do que se fosse um só, né Então, sinergia e integração das equipes, explicou.

Além disso, Pivetta indicou que a reorganização pode afetar cargos de confiança. Eu não vou falar de demissão. Algumas pessoas serão desconvidadas, talvez, declarou, admitindo a possibilidade de substituições sem confirmar demissões em larga escala.

Impacto fiscal e pressão por eficiência

O trabalho de enxugamento da máquina pública já começou e inclui outras frentes, como a revisão da frota de veículos e a simplificação de processos. Não é só redução na máquina. É veículos, é reforma administrativa, simplificação dos processos. Muitas coisas são possíveis. Nós vamos fazer tudo que é possível, disse o governador.

A reorganização ocorre em um momento de pressão financeira. Pivetta alertou que Mato Grosso perderá cerca de R$ 1,5 bilhão por ano nos próximos quatro anos, a partir de 2027, devido a alterações no Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Nós vamos perder nos quatro anos R$ 1,5 bilhão por ano, né Já a partir do ano que vem. E o Estado continua um Estado que demanda muito investimento em infraestrutura. Ainda as nossas cidades não são cidades prontas para o povo viver, afirmou.

Nesse contexto, o foco é reduzir o peso do Estado sobre o contribuinte. Temos que diminuir o peso do Estado sobre o lombo do trabalhador, e nós faremos isso, declarou. A proposta da reforma administrativa será analisada pelos deputados estaduais nos próximos dias.


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