Presidente do TSE vota e cobra paz para as eleições de 2026

Politica Eleicoes 25/10/2026 08:21 CNN Brasil cnnbrasil.com.br Brasília DF

O ministro Kassio Nunes Marques registrou seu voto no segundo turno em Brasília, destacando que espera um dia de paz. Ele reforçou medidas para acelerar julgamentos e pediu que redes sociais combatam fake news, enquanto 158 milhões de brasileiros vão às urnas.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, votou neste domingo (25) no segundo turno das eleições, em Brasília (DF). O ministro registrou seu voto por volta das 8h, no Lago Sul, uma região nobre da capital federal.

"Expectativa é que tudo transcorra em paz e na normalidade", disse o ministro a jornalistas após registrar o voto. Antes de ir às urnas, Nunes Marques acompanhou o teste de integridade das urnas, a chamada "zerésima", que prova que o equipamento estava zerado antes do início da votação.

  • O segundo turno ocorre em todo o Brasil, com votação das 8h às 17h.
  • Kassio Nunes Marques, do STF, preside o TSE e acompanhou o zeramento das urnas.
  • Ele ampliou sessões virtuais no TSE para acelerar julgamentos de casos de propaganda.
  • O tribunal pediu que redes sociais combatam áudios falsos e fake news.
  • 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar neste pleito.

Ações do TSE para garantir a ordem

Além de Nunes Marques, outros cinco ministros da Suprema Corte também votaram em Brasília. A condução do segundo turno das eleições presidenciais no TSE foi marcada pela atuação central de Nunes Marques. Em meio ao acirramento da disputa entre as candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao alto volume de processos, a gestão do magistrado concentrou esforços no aumento da capacidade de processamento do tribunal.

Para evitar atrasos, Nunes Marques ampliou o calendário de sessões virtuais do plenário dedicadas aos processos de propaganda para três reuniões semanais. Além disso, ele reforçou a equipe de juízes auxiliares responsáveis pela fiscalização dos conteúdos eleitorais.

Diálogo com campanhas e redes sociais

Em paralelo ao reforço na estrutura, o presidente do TSE buscou interlocução direta com os comitês das duas chapas presidenciais. Em reuniões com representantes de ambas as campanhas, o ministro propôs um pacto de autorregulação para a divulgação de conteúdos nas redes sociais e defendeu acordos mínimos para reduzir a sobrecarga de representações enviadas à Corte na reta final do pleito.

Dentro dessa estratégia de combate à desinformação, o tribunal também cobrou esclarecimentos da Meta para conter a circulação de áudios fraudulentos que induziam eleitores ao erro sobre a data correta da votação. O presidente do TSE também se reuniu com representantes do X, Google, TikTok e Kwai, além da Meta, para discutir medidas para reforçar o cumprimento das normas eleitorais e das decisões do TSE nas redes na reta final da eleição.

Números e regras para o eleitor

Espera-se que 158.745.463 brasileiros se dirijam às urnas no pleito deste ano, segundo informações do TSE. O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior. Além do voto para a Presidência, eleitores do Distrito Federal e de cinco estados (Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Amazonas, Acre e Tocantins) também decidem o segundo turno para governador.

Segundo o TSE, cada turno é considerado uma eleição diferente para efeito de comparecimento às urnas. Dessa forma, eleitores cujo voto é obrigatório devem comparecer às urnas no segundo turno, independentemente de terem votado ou não no primeiro. A regra também vale para quem não votou na primeira etapa; a ausência não impede a participação na segunda, desde que a situação eleitoral esteja regular.

As seções eleitorais de todo o país abrem às 8h de Brasília e encerram às 17h, quando a votação termina e dá-se início à contagem de votos. Para votar, é obrigatório apresentar um documento oficial com foto, como RG, CNH, passaporte ou certificado de reservista, sendo aceita também a versão digital desses documentos. O título de eleitor e o e-Título também são aceitos, desde que tenham foto do eleitor. A carteira de trabalho é aceita apenas na versão física, pois a digital não tem foto. Certidões de nascimento ou de casamento não são aceitas. Para garantir uma votação sem dúvidas, é permitido levar uma "colinha" com o número do seu candidato anotado em um papel e consultá-la na cabine de votação.


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