Anvisa libera novos remédios para lúpus e esclerose em crianças e adolescentes

Saúde 22/07/2026 14:01 Folhapress noticiasaominuto.com.br

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de dois medicamentos importantes para crianças e adolescentes: o Benlysta, para tratar lúpus, e o Ocrevus, para tratar esclerose múltipla. Essa decisão vai ajudar jovens que sofrem com essas doenças graves, oferecendo novas opções de tratamento mais práticas e eficazes.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (20) a ampliação do uso de dois medicamentos para pacientes crianças e adolescentes: o Benlysta (belimumabe), para tratar lúpus, e o Ocrevus (ocrelizumabe), para tratar esclerose múltipla.

  • O Benlysta agora pode ser usado por crianças a partir de 5 anos e adolescentes com lúpus ativo.
  • O Ocrevus foi liberado para jovens com 12 anos ou mais e peso acima de 40 kg.
  • A nova versão do Benlysta é em caneta aplicadora, mais prática que a versão na veia.
  • O lúpus em crianças costuma ser mais agressivo e pode causar danos a órgãos.
  • A esclerose múltipla em jovens é rara, mas tem surtos mais frequentes e pode afetar o desenvolvimento.

O Benlysta passou a ser aprovado para crianças a partir dos cinco anos e adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo, como terapia complementar.

A aprovação vale apenas para as apresentações em caneta aplicadora e autoinjetora, e é restrita a pacientes com alto grau de atividade da doença que já fazem tratamento padrão com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.

A formulação intravenosa do remédio já era aprovada para uso pediátrico. A nova opção subcutânea pode reduzir a necessidade de deslocamento a centros de infusão.

O LES pediátrico é uma doença autoimune crônica que costuma apresentar maior atividade inflamatória e maior risco de dano a órgãos ao longo do tempo, em comparação à doença em adultos.

Já o Ocrevus, indicado para esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR), é um anticorpo monoclonal recombinante que reduz a atividade inflamatória associada à doença. O remédio passa a ser indicado para pacientes com 12 anos ou mais e peso corporal igual ou superior a 40 kg.

A esclerose múltipla é considerada rara em crianças e adolescentes, respondendo por cerca de 3% a 5% dos casos da doença. Apesar de menos frequente do que em adultos, costuma apresentar atividade inflamatória significativa e maior frequência de surtos nos pacientes mais jovens, com possível impacto sobre o desenvolvimento cognitivo, educacional e social.

É uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central, que afeta o cérebro e a medula espinhal. No Brasil, estima-se que cerca de 15 pessoas a cada 100 mil habitantes convivam com a doença.

Ela ocorre quando o próprio sistema imunológico passa a atacar estruturas do sistema nervoso, provocando inflamação e lesões que dificultam a comunicação entre os neurônios.


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