Comer ovos regularmente pode reduzir em até 27% o risco de Alzheimer em idosos, segundo uma nova pesquisa. O estudo acompanhou quase 40 mil pessoas por 15 anos e descobriu que os nutrientes do ovo, como a colina, são benéficos para o cérebro.
Um ovo por dia pode fazer bem à memória.
Um novo estudo, chamado "Consumo de ovos e a incidência da doença de Alzheimer", descobriu que comer esse alimento pode estar ligado a um risco menor de desenvolver Alzheimer em pessoas com 65 anos ou mais.
- O estudo durou 15 anos e acompanhou quase 40 mil adultos.
- Comer ovos com frequência reduziu o risco de Alzheimer em até 27%.
- Os nutrientes da gema, como a colina, ajudam o cérebro.
- O ovo é uma fonte barata e acessível de proteína.
- Não existe alimento milagroso: uma dieta equilibrada é essencial.
A pesquisa, feita pela Universidade Loma Linda, na Califórnia, e publicada em junho de 2026, mostrou que o consumo regular de ovos pode diminuir em até 27% o risco de Alzheimer em idosos.
Os ovos são uma das principais fontes de proteína recomendadas por especialistas. Estudos recentes já destacam seus benefícios para o coração, os níveis de antioxidantes e até a prevenção do câncer.
A relação entre ovo e redução do risco de demência
O estudo analisou como a alimentação afeta o desenvolvimento do Alzheimer. Os pesquisadores queriam entender melhor essa conexão.
Depois de ver uma possível relação entre o consumo de ovos e a saúde do cérebro, eles acompanharam 39.498 adultos por mais de 15 anos. O objetivo era ver quantos desenvolviam Alzheimer nesse período.
Os resultados mostraram que comer ovos com moderação, cerca de cinco por semana, estava ligado a uma menor chance de ter a doença.
"Nessa população, o consumo moderado de ovos foi associado a um menor risco de Alzheimer", disse a nutricionista Vanda Sheth. "Isso sugere que os nutrientes dos ovos podem proteger o cérebro, quando consumidos como parte de uma dieta equilibrada."
"A gema é onde estão muitos nutrientes que ajudam o cérebro, como a colina. Ela ajuda o corpo a produzir acetilcolina, um neurotransmissor importante para a memória e o aprendizado", destacou.
Outros pontos importantes para considerar
"Este estudo não prova que os ovos previnem o Alzheimer, mas sugere que eles podem ser uma parte útil de uma alimentação que contribui para a saúde do cérebro", afirmou Sheth. "O risco de Alzheimer é complexo e nenhum alimento age sozinho."
Adicionar ovos à dieta pode trazer vários benefícios, mesmo que não reduza diretamente o risco de Alzheimer.
"Os ovos também fornecem luteína e zeaxantina. Esses nutrientes são conhecidos por fazer bem aos olhos, mas também podem ajudar o cérebro, protegendo o corpo contra o estresse oxidativo, um processo que acelera o envelhecimento cognitivo", acrescentou Sheth.

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