O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o câncer de pulmão, uma doença silenciosa e agressiva. Durante o Agosto Branco, especialistas reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o câncer de pulmão, que está entre os tipos mais agressivos da doença e pode ser silencioso nas fases iniciais. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais.
Durante o Agosto Branco, a atenção se volta principalmente para o tabagismo, mas também para outros hábitos que podem aumentar as chances de desenvolver a doença.
- O cigarro é o maior vilão, mas cigarros eletrônicos e narguilé também aumentam o risco.
- Exposição à fumaça, produtos químicos e poluição podem contribuir para o câncer de pulmão.
- O consumo de álcool, obesidade e sedentarismo também são fatores de risco.
- Os sintomas costumam aparecer só em fases avançadas, como tosse com sangue e falta de ar.
- A tomografia de baixa dose é indicada para fumantes ou ex-fumantes de 50 a 80 anos.
O médico oncologista clínico Eduardo Romero explica os principais sinais de alerta, os exames de rastreamento e os avanços que têm ampliado as possibilidades de tratamento e controle da doença.
Tudo o que você precisa saber sobre o câncer de pulmão
Gazeta Digital: O que é o Agosto Branco e por que ele destaca a prevenção do câncer de pulmão
Dr. Eduardo Romero: O tabagismo é o principal fator de risco, mas também devemos considerar o uso de cigarros eletrônicos e narguilé, exposição à fumaça e produtos químicos, além de álcool, obesidade e sedentarismo.
Gazeta Digital: O câncer de pulmão costuma ter sintomas só em fases avançadas O que deve servir de alerta
Dr. Eduardo Romero: Sim, geralmente a doença não apresenta sintomas no início. Quando aparecem, já está mais avançada. Sinais como tosse com sangue, tosse crônica que não melhora, falta de ar, perda de peso sem motivo e dor no peito exigem avaliação médica.
Gazeta Digital: Além do cigarro, existem outros fatores de risco
Dr. Eduardo Romero: Sim, a exposição à fumaça e a produtos químicos inalados, cigarros eletrônicos, narguilé, álcool, obesidade, má alimentação e sedentarismo também merecem atenção.
Gazeta Digital: Como é feito o diagnóstico e por que identificar a doença cedo é tão importante
Dr. Eduardo Romero: O diagnóstico é feito com exames de imagem e biópsia. Há indicação de rastreamento com Tomografia Computadorizada de Baixa Dose (TCBD) para pessoas de 50 a 80 anos com histórico de tabagismo de pelo menos 20 a 30 maços-ano, que fumam ou pararam há menos de 15 anos. Diagnosticar cedo aumenta muito as chances de cura.
Gazeta Digital: Quais são as opções de tratamento atuais
Dr. Eduardo Romero: Temos cirurgia, quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo e radioterapia. A oncologia avançou muito e hoje há maiores possibilidades de controle e até cura em alguns casos.

Eduardo Romero





