Por que o AVC e o infarto estão atingindo cada vez mais adultos jovens A razão envolve hábitos de vida, estresse e fatores de risco que aparecem mais cedo. Especialistas destacam que a prevenção precisa começar ainda na juventude, com mudanças simples e contínuas no dia a dia.
O que está mudando
Dados recentes mostram que as doenças cardiovasculares atingem mais pessoas jovens no Brasil. Internações por infarto entre quem tem menos de 40 anos aumentaram bastante entre 2000 e 2024, segundo informações do Ministério da Saúde. O AVC continua a ser uma das principais causas de morte, com incidência elevada na população jovem.
Para o cardiologista Carlos Rassi, a queda de hábitos saudáveis é um dos principais motivos. Obesidade, pouca prática de atividade física, alimentação com muitos ultraprocessados, sono ruim, estresse crônico, tabagismo e uso de nicotina são fatores que elevam o risco. O uso de drogas, anabolizantes e substâncias estimulantes também aparece em quadros mais precoces.
Além disso, a predisposição genética ainda desempenha papel importante, principalmente em quem tem histórico familiar de infarto em idade jovem. A soma de todos esses elementos explica, em parte, por que cada vez mais jovens apresentam problemas no coração e no cérebro.
Sem atalhos para proteger o coração, especialistas ressaltam que evidências científicas continuam apontando para medidas clássicas de prevenção. Não há comprovação de que suplementos ou métodos de biohacking substituam hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e acompanhamento médico.
Outros fatores também merecem atenção. Estresse persistente eleva o cortisol e a adrenalina, aumentando a pressão arterial e a inflamação, o que pode levar a problemas cardíacos. Roncos fortes, sono fragmentado e apneia do sono também ampliam o risco, mesmo para quem dorme bastante.
Os sinais de alerta costumam surgir de forma silenciosa. Falta de ar, cansaço excessivo, palpitações, tonturas ou dor na mandíbula durante esforço físico podem indicar problemas cardíacos ou cerebrovasculares, e não devem ser ignorados. A orientação é começar a avaliação cardiovascular antes dos 40 anos, principalmente se houver histórico familiar ou outros fatores de risco como hipertensão, diabetes, obesidade ou tabagismo.
Medidas com maior impacto incluem atividade física regular, controle da pressão arterial, colesterol e glicose no sangue, sono de qualidade e manejo do estresse. A Organização Mundial da Saúde recomenda 150 minutos de atividade moderate por semana (ou 75 minutos de intensidade alta), com variações segundo a idade e o condicionamento de cada pessoa.
Cinco medidas para proteger o coração
1. Mantenha-se ativo: pratique pelo menos 150 minutos de atividade moderada ou 75 de alta intensidade por semana. O exercício ajuda a controlar pressão, colesterol, glicose e peso, além de melhorar o sono e o bem-estar.
2. Controle os principais fatores de risco: monitore pressão, colesterol e glicose, principalmente se houver histórico familiar de doença cardíaca, hipertensão, diabetes, obesidade ou tabagismo. Muitas condições evoluem sem sinais claros.
3. Cuide do estresse e do sono: estresse crônico pode elevar o risco; distúrbios do sono como ronco e apneia também exigem avaliação.
4. Fique atento aos sinais silenciosos: falta de ar, cansaço, palpitações, tonturas, dor na mandíbula ou nas costas durante esforço, podem indicar problemas cardíacos ou cerebrovasculares. Não ignore.
5. Desconfie de promessas milagrosas: suplementos ou estratégias de biohacking não substituem hábitos comprovadamente eficazes. Alimentação equilibrada, atividade física, controle de fatores de risco e acompanhamento médico continuam como base da prevenção.
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Por que o AVC e o infarto estão atingindo cada vez mais adultos jovens?





