Pesquisa do INCA estima que cerca de 7.560 crianças e adolescentes terão novo diagnóstico de câncer por ano entre 2026 e 2028. Especialista alerta para a importância do diagnóstico rápido e do tratamento adequado, especialmente nos casos de tumores no cérebro e na coluna de jovens.
O Brasil deve registrar aproximadamente 7.560 novos casos de câncer em crianças e adolescentes por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em 2023, a doença causou 2.325 mortes na faixa etária. Hoje, o câncer é responsável por quase todas as mortes provocadas por enfermidades entre crianças e jovens de 1 a 19 anos no país.
nDiagnóstico rápido é que salva vidas
nDurante o Setembro Dourado, campanha de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde definiu como tema central "o câncer em crianças e adolescentes enfrenta desafios, mas também tem cura: fique atento aos sinais". Ao contrário de alguns tipos de câncer em adultos, não existe check-up de rotina para detectar a doença nessa faixa de idade. Por isso, identificar sinais que não somem, investigar de forma correta e garantir atendimento especializado rapidamente é o que pode mudar o destino de quem é diagnosticado.
nQuais são as rápidinhas para entender melhor
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- Cerca de 1 em cada 13 crianças e adolescentes terá novo caso de câncer nos próximos três anos. n
- A doença é a principal causa de mortes por enfermidade nessa faixa de idade. n
- Não existe exame de prevenção de rotina para detectar o câncer em crianças. n
- Os sinais persistentes no corpo devem sempre ser investigados pelos pais e cuidadores. n
- Os tumores que afetam o cérebro e a coluna são os mais comuns entre os cânceres sólidos de jovens. n
Entre os tipos de câncer infantil, os tumores do sistema nervoso central localizados nos cérebros, medulas e nervos são responsáveis por cerca de 20% dos casos e representam o grupo de cânceres sólidos mais frequente entre crianças. Nessas situações, exames de imagem, como tomografias e ressonâncias, ocupam papel central: eles ajudam a encontrar a doença, a entender o quanto ela se espalhou, a planejar o tratamento e a acompanhar como a criança responde à terapia.
nTratamento feita com precisão
nA médica Dra. Rosangela Correa Villar, especialista em radioterapia infantil do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (INRAD HCFMUSP), afirmou que cuidar de um câncer nessa faixa de idade exige atenção especial. Isso ocorre porque se está lidando com um corpo que ainda cresce. Na radioterapia, por exemplo, o objetivo é acertar o tumor com máxima precisão, protegendo tecidos e órgãos saudáveis e diminuindo os efeitos que podem aparecer ao longo da vida.
n"Quando lidamos com câncer infantil, o propósito não é apenas aumentar a chance de cura, mas garantir que a criança consiga seguir para a vida adulta com a melhor qualidade possível", explicou. Pela mesma lógica, diagnóstico rápido, tratamento especializado e acompanhamento por muito tempo precisam agir em conjunto para melhorar o futuro desses pacientes.
nNovo equipamento de tratamento
nO Instituto de Radiologia das Clínicas incorporou um novo acelerador linear, máquina com preço acima de R$ 8 milhões. O equipamento, que também será usado para tratar adultos, permitirá atendimento de crianças e adolescentes quando indicado pelo médico. Ele conta com uma tecnologia chamada SGRT, que acompanha a posição do paciente durante as sessões, contribuindo para tratamentos mais precisos e seguros.
nPara a Dra. Rosangela, esses avanços técnicos têm significado especial quando se trata de crianças. "O foco não é apenas aumentar as chances de cura, mas permitir que esse jovem consiga crescer com a melhor qualidade de vida possível", afirmou. Por esse motivo, investigar depressa, tratar com competência e cuidar por muito tempo precisam caminhar juntos,

(IA)





